Bernard Arnault, o francês que vale mais de cem mil milhões de dólares

Dono de marcas de luxo como Louis Vuitton ou a Christian Dior, de champanhes como Dom Pérignon ou dos relógios Tag Heuer, junta-se ao restrito clube de milionários onde só estavam até agora Jeff Bezos, da Amazon, e Bill Gates, da Microsoft.

Terça-feira foi um bom dia para Bernard Arnault. À medida que a LVMH subia 2,9% em bolsa, com cada uma das ações a valer um recorde de 368,80 euros, o multimilionário francês por detrás de marcas como Louis Vuitton ou Christian Dior viu a sua fortuna pessoal subir 2,88 mil milhões de dólares e ultrapassar uma marca histórica: a dos cem mil milhões de dólares.

Arnault, com uma fortuna calculada em 100,1 mil milhões de dólares pela Forbes e em 101 mil milhões de dólares pela Bloomberg, chegou assim ao clube restrito onde, até agora, só havia dois norte-americanos: Jeff Bezos, fundador e diretor-geral da Amazon, e Bill Gates, fundador da Microsoft.

No caso do primeiro, nem um divórcio milionário da mulher MacKenzie, já este ano, o afastou do clube em que foi o primeiro a entrar, ainda em 2017. Com uma fortuna avaliada em 157 mil milhões de dólares pela revista Forbes, Bezos chegou a acordo com a mulher MacKenzie no valor de cerca de 35 mil milhões de dólares. Segundo a Bloomberg, que já fez os cálculos, a sua fortuna vale agora 119 mil milhões de dólares.

Já Bill Gates vale 102,9 mil milhões de dólares segundo a Forbes e 107 mil milhões de acordo com a Bloomberg. Ultrapassou a barreira dos cem mil milhões em abril.

Arnault, de 70 anos, é o diretor-geral e presidente da LVMH Moët Hennessy - Louis Vuitton SE, a maior empresa de bens de luxo do mundo. Um mercado para o qual entrou há 35 anos, quando comprou um grupo têxtil que era proprietário da Christian Dior. Em abril de 2018 ultrapassou aquele que era até então o homem mais rico nos negócios de moda, o espanhol Amancio Ortega, dono da Zara.

A LVMH, como é normalmente conhecida, é a empresa por detrás de marcas como a Louis Vuitton, a Christian Dior, a Emilio Pucci, a Fendi, a Givenchy, a Kenzo, a Loewe ou a Marc Jacobs. Estes são apenas alguns exemplos do setor da moda. Mas a empresa está também por detrás de marcas de bebidas (desde a Dom Pérignon à Hennessy, passando pela Moët & Chandon ou a vodka Belvedere), de relógio e joalharia (Bvulgari, TAG Heuer ou Zenith), perfumes e cosméticos (Guerlain, Make Up For Ever ou Sépohora), lojas como o Le Bon Marché em Paris ou o jornal Les Échos. Só para dar alguns exemplos.

Segundo a Bloomberg, a fortuna de Arnault é equivalente a 3% da economia francesa. Só este ano, as ações da LVMH subiram 43% na bolsa francesa. O milionário casou com Hélène Mercier, uma pianista canadiana do Quebeque, em 1991, depois de um primeiro casamento que durou de 1973 a 1990. Tem dois filhos desse primeiro enlace, Delphine e Antonie, e outros três do segundo, Alexandre, Frédéric e Jean. Os quatro mais velhos têm todos cargos nas marcas controladas pelo pai.

Arnault foi um dos que prometeu doar milhões (200 milhões no seu caso) para a reconstrução da catedral Notre-Dame, em Paris. Uma promessa que ainda não se concretizou.

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