Berardo avalia coleção de arte em 1,3 mil milhões

Para o empresário madeirense, "encontraram os políticos e a comunicação social um RDT - Responsável Disto Tudo".

O empresário Joe Berardo apresentou uma ação de oposição à providência cautelar que implicou o arresto das mais de duas mil obras de arte propriedade da Associação Coleção Berardo, avaliando nesse documento o total do acervo em 1,27 mil milhões de euros.

O arresto foi determinado pela ação judicial solicitada pela Caixa Geral de Depósitos (CGD), BCP e Novo Banco, entidades a quem o empresário responde por uma dívida de quase mil milhões de euros.

Joe Berardo defende o levantamento do arresto, justificando que o perigo de venda ou dissipação as obras (argumento utilizado para o arresto) é inexistente.

No texto de oposição, o empresário alega que "num país órfão de um DDT (Dono Disto Tudo) encontraram os políticos e a comunicação social um RDT - Responsável Disto Tudo -, num cidadão sem ligação a grandes famílias tradicionais ou agremiações de qualquer espécie".

Joe Berardo viu também arrestados dois imóveis em Lisboa pela CGD. Mais recentemente, foi feito o arresto do recheio de uma das suas casas no âmbito de um processo judicial interposto pela CGD na Madeira. Em janeiro deste ano, o Tribunal Judicial da Comarca da Madeira condenou a Metalgest, empresa do grupo Berardo, a pagar uma dívida de cerca de 50,2 milhões de euros.