Vendas da Global Media sobem 9% para 35 milhões de euros em 2021

Os resultados líquidos do ano passado apresentaram "uma forte melhoria face aos resultados negativos de 2020 e dos anos anteriores.

DN/Lusa

As vendas da Global Media Group (GMG) subiram 9% no ano passado, face a 2020, para 35 milhões de euros, anunciou esta quarta-feira a dona do Diário de Notícias (DN), Jornal de Notícias (JN) e TSF, entre outros títulos.

"Fruto de um plano de restruturação muito exigente com enfoque direcionado para o corte de custos e procura de sinergias internas", a GMG registou um resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) "positivo em 2021, o que compara com um EBITDA consolidado negativo de mais de cinco milhões de euros no ano de 2020", lê-se no comunicado.

"Apesar dos resultados terem sido penalizados pelo aumento do custo do papel e dos custos de energia, no último semestre de 2021 o Global Media Group registou um EBITDA positivo superior a dois milhões de euros, o que representa um dos melhores semestres dos últimos anos e uma clara melhoria face a 2020", adianta a dona do JN.

No que respeita à empresa Global Notícias, quer o EBITDA, quer os resultados líquidos do ano passado apresentaram "uma forte melhoria face aos resultados negativos de 2020 (14,6 milhões de euros de EBITDA e 17,7 milhões de euros de RL) e dos anos anteriores".

A melhoria dos principais indicadores financeiros da GMG "deriva do plano estratégico que está a ser implementado pela nova Comissão Executiva".

De acordo com o administrador financeiro (CFO) da GMG, Guilherme Pinheiro, "estes resultados, apesar de animadores, vão continuar a exigir do Conselho de Administração e da Comissão Executiva um contínuo e apertado controle de custos".

Isto "para que num futuro próximo possamos consolidar o ambicioso plano de crescimento, assente na sustentabilidade do negócio a longo prazo", acrescenta Guilherme Pinheiro, citado no comunicado.

"O caminho faz-se caminhando, e temos agora que manter este rumo de rigor que a todos é exigido", remata o CFO.