Agência Moody's mantém perspetiva "estável" para bancos portugueses

A "modesta recuperação económica vai continuar a apoiar os bancos do país", refere relatório da agência de rating

A agência de notação financeira Moody's manteve hoje a perspetiva "estável" para o sistema bancário de Portugal, de acordo com o último relatório da empresa.

A "modesta recuperação económica vai continuar a apoiar os bancos do país", refere a Moody's ao abordar a expetativa de solvabilidade bancária em Portugal nos próximos 12 a 18 meses.

"O sistema bancário português ainda está bastante fragilizado, mas a modesta recuperação económica vai continuar a apoiar a estabilização dos fundamentais de créditos dos bancos, embora a níveis muito fracos", indicou a analista Maria Vinuela, no relatório para os investidores "Portugal: perspetiva estável equilibra recuperação económica modesta e fracas perspetivas de rentabilidade".

A agência de notação Moody's refere que a principal fraqueza da economia portuguesa continua a ser a elevada dívida do Estado, empresas e agregados familiares, que continua a pesar na atividade económica e nos pedidos de crédito.

"Os bancos portugueses são as instituições com pior capitalização da zona euro, em parte devido a um grande volume de ativos por impostos deferidos", afirma a agência norte-americana, que considera este tipo de capital de baixa qualidade.

A agência recorda que o desemprego continuou a descer, de modo estável, para 10,8% no segundo trimestre.

"Os indicadores de risco para os bancos portugueses estabilizaram, com o crédito malparado pouco acima de 12%", mas a agência indicou esperar que os créditos problemáticos continuem a ser elevados, dada a modesta perspetiva de crescimento económico, de 1,1% para este ano e 1,3% para 2017.

A recuperação económica também não foi suficientemente forte para levar o setor bancário português para uma via de rentabilidade sustentável, afirma.

A Moody's acredita que "o mais baixo custo de risco resultante do abrandamento na formação de créditos problemáticos pode ser compensado por receitas mais baixas".

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