Administração da Caixa queixa-se de falta de respostas do Governo

Na carta de demissão enviada ao ministro das Finanças, a administração do banco público fala de um plano de recapitalização entregue há sete meses

A administração da Caixa Geral de Depósitos faz duras críticas ao Governo na carta de demissão enviada ao ministro das Finanças em junho. De acordo com a TSF, no documento, a administração queixa-se de falta de respostas para as questões levantadas numa reunião com Mário Centeno realizada em dezembro do ano passado.

Segundo a TSF, nessa carta é dito que o presidente da CGD, José de Matos, teve uma reunião com o governante no final do ano passado, na qual foram abordados vários pontos, incluindo o de recapitalização do banco, existindo já um plano B aprovado e submetido.

Esse plano incluía duas vertentes principais, diz a TSF: "a conversão de CoCos em capital do banco e uma lista de operações financeiras e patrimoniais que, no seu conjunto, de destinavam a assegurar que o banco se mantivesse nas condições regulares exigíveis".

A existência da carta, enviada a 21 de junho, fora confirmada no início deste mês, quando o jornal Público a revelou se, no entanto, ter tido acesso ao seu conteúdo.

A publicação avançara então que nesta carta a administração da Caixa Geral de Depósitos se demitia e remetia "para o Governo a responsabilidade pela resposta à indefinição que paira há meses sobre o maior banco do sistema".

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