Triunfo histórico do Marítimo com assinatura de Pinho

Avançado brasileiro bisa pela segunda jornada seguida e Marítimo consegue primeiro triunfo em casa do FC Porto no campeonato (2-3). Campeão falhou penálti e oportunidades. E na defesa

Avançado brasileiro bisa pela segunda jornada seguida e Marítimo consegue primeiro triunfo em casa do FC Porto no campeonato (2-3). Campeão falhou penálti e oportunidades. E na defesa

O Marítimo lá conseguiu, ao 41.º jogo, ganhar em casa do FC Porto no campeonato. A discussão dificilmente será o antijogo, mas o futebol dos visitantes e a desinspiração do campeão. Na defesa e no ataque, numa noite nada brilhante, depois de dois triunfos categóricos com adversários mais cotados - 3-1 na receção ao Braga e 5-0 no Bessa.

O FC Porto demorou mais de meia hora a entrar na lógica deste jogo. E isto não seria obviamente a paciência que pedia Sérgio Conceição para ultrapassar um rival que alegadamente "queima tempo". Foi precisamente a jogar, em ataques velozes e perigosos, que os insulares conseguiram enervar os dragões.

O primeiro golo é bem demonstrativo da noite de futebol no dragão. Winck mete a bola entre o lateral (Telles) e o central (Pepe) do FC Porto, Rodrigo Pinho recebeu na área, Mbemba chega tarde e leva um nó do avançado, que remata com classe para o 0-1.

A reação do FC Porto demorou e nem chegou com a intensidade habitual. Díaz ainda mostrou como poderia ser o caminho, após bom envolvimento coletivo que deixou o uruguaio na cara de Amir (que defendeu o remate do adversário), mas foi num canto que o empate aconteceu.

Alex Telles cruzou, Pepe mergulhou para um golo de cabeça que deixou os madeirenses a protestar uma carga de Danilo sobre Zainadine - foi nas costas que surgiu o central a empatar.

O golo pareceu animar a equipa portista, mas faltavam poucos minutos para o intervalo. E depois do intervalo, voltou Rodrigo Pinho. Um remate potente de Getterson só foi travado pela barra, Pinho, à entrada da área, encostou de cabeça para as redes. Defesa mal posicionada, Marítimo de novo na frente.

Conceição lançou todas as armas de ataque. Mas Taremi, Zé Luís e Fábio Vieira não resolveram o problema com que a equipa se deparou: finalizar. Não foi um jogo em que o FC Porto tenha criado oportunidades em catadupa, mas talvez também por isso a eficácia foi mais determinante.

E se os avançados não marcavam, nem os defesas ajudaram tanto quanto era necessário. Penálti sobre Marega, Alex Telles não conseguiu bater Amir (88"). O guarda-redes adivinhou o lado e fez uma bela defesa.

Amir estava imbatível e quando não era o guarda-redes iraniano, era o capricho, como quando aos 72" a bola passeou fora e quase dentro da baliza. O árbitro e o VAR viram e reviram e consideraram que a bola não passou na totalidade a linha de golo.

Em desespero, o FC Porto tentava rodar a bola e explorar as faixas para aproveitar a mão cheia de avançados dentro da área. Mas a inépcia ou Amir negavam o golo do empate.

Nos dez minutos de descontos, resultantes das inúmeras assistências médicas a jogadores do Marítimo, Nanu arrancou como uma mota e fuzilou a baliza de Diogo Costa. Faltavam cerca de cinco minutos e com 1-3 parecia impossível outro desfecho que não a vitória do Marítimo.

Ainda assim, Otávio reduziu a um minuto dos 110" (bola que ressaltou num adversário) e Zé Luís quase empatava. Amir sacudiu o remate acrobático.

E ao 41.º jogo, o Marítimo ganhou em casa do FC Porto para o campeonato, depois de dois empates serem o melhor registo (38 triunfos dos portistas, portanto). Foi a segunda vitória em cinco anos no reduto dos dragões. E em toda a história deste confronto: em 49 jogos (todas as competições), venceu esta noite e em 2015/2016 (1-3, Taça da Liga), quando Marega marcava golos pelo Marítimo, a primeira equipa que representou em Portugal. Contra 44 vitórias azuis e brancas. E três empates.

O FC Porto foi ultrapassado na classificação pelo Santa Clara, que tem mais um ponto, e pode ver o Benfica passar se o rival de Lisboa bater este domingo (18:30) o Farense na Luz.

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