Tribunal considera justificada a suspensão de Michel Platini

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos considera que a sanção imposta ao antigo presidente da UEFA, por ter recebido um pagamento indevido, não foi excessiva.

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) considerou esta quinta-feira "justificada" a suspensão de quatro anos imposta pela FIFA ao Michel Platini, em 2015, devido a um pagamento indevido ao então presidente da UEFA.

O TEDH considera que, "tendo em conta a gravidade das infrações cometidas, da posição elevada que Platini ocupava no seio das instâncias do futebol e a necessidade de restabelecer a reputação da modalidade e da FIFA, a sanção imposta não é nem excessiva, nem arbitrária".

O pagamento de 1,8 milhões de euros, que o suíço Joseph Blatter, na altura presidente da FIFA, fez a Michel Platini, alegadamente por um trabalho que o francês realizou entre 1999 e 2002, foi motivo de investigação e levou a Comissão de Ética da FIFA a suspender ambos em 2015, num período de oito anos.

Posteriormente, o Comité de Recurso reduziu o castigo para seis anos, e Platini viu ainda o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) a tirar dois anos à sua pena, fixada em quatro anos.

Michel Platini presidiu à UEFA desde 2007 até maio de 2016, quando apresentou a demissão e depois de o TAS fixar a sua suspensão em quatro anos.

O suíço Joseph Blatter dirigiu a FIFA de 1998 até junho de 2015, quando se demitiu, apesar da reeleição uns dias antes, e após ter rebentado o escândalo de corrupção envolvendo vários dirigentes do organismo, entre os quais ele próprio.

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