Treinador do Bayern promete pressionar e o do PSG aposta na criatividade

Na antevisão à final da Liga dos Campeões, este domingo na Luz, os alemães Hans Dieter-Flick e Thomas Tuchel reencontram-se como adversários que têm o sonho de levantar o troféu mais desejado.

Hans-Dieter Flick, treinador do Bayern Munique, rejeitou este sábado que haja alguma rivalidade com o seu compatriota Thomas Tuchel, técnico do Paris Saint-Germain, mas assumiu a ambição de vencer uma das melhores equipas do mundo, este domingo em Lisboa, e assim levar a Liga dos Campeões para a Alemanha.

"Vamos jogar com o Paris Saint-Germain, estamos contentes por jogar com uma das melhores equipas do mundo, com um treinador com uma filosofia ganhadora, vai ser ótimo rever o Thomas Tuchel em Lisboa, numa final. Mas vai ser um jogo entre Bayern e Paris, não mais do que isso", frisou.

Flick destacou que esta final no Estádio da Luz servirá para a sua equipa testar os seus limites. "Vamos testar-nos, como nos testámos frente ao Barcelona [vitória por 8-2] e Lyon [3-0], vamos tentar dar o nosso melhor, neste jogo especial, em podemos sagrar-nos campeões europeus. Se o conseguirmos, ficaremos muito satisfeitos", referiu o técnico do Bayern, que vai tentar a 22.ª vitória consecutiva deste final de temporada.

Hans-Dieter Flick, que em novembro sucedeu ao croata Niko Kovac, realçou a importância de limitar a posse de bola do Paris Saint-Germain. "Não queremos dar espaço ao adversário e, para isso, é importante pressioná-los. Talvez me atreva a dizer que têm um estilo semelhante ao Barcelona, igualmente com muita qualidade, um nível de topo e ótimos jogadores, pelo que não podemos dar espaço. Nos últimos 10 meses tentámos incutir um estilo de jogo com uma defesa alta, mesmo diante do Lyon, que tem um estilo mais direto, e não acho que vamos mudar isso agora", explicou Flick.

O treinador do Bayern elogia a capacidade defensiva do PSG, que concedeu apenas cinco golos na presente edição da Champions. "Temos um plano para o jogo e espero conseguir concretizá-lo para sermos bem sucedidos. Não é todos os anos que chegamos à final, por isso vamos tentar praticar o nosso melhor futebol para o conseguir, não há outra forma de conquistar este troféu", frisou.

O técnico escusou-se a revelar o onze, admitindo dúvidas sobre a possibilidade de utilizar o defesa central Jérôme Boateng, devido a lesão, enaltecendo o "ótimo ambiente" no grupo, que vai "tentar desfrutar".

Tuchel quer PSG com criatividade

Por sua vez, o também alemão Thomas Tuchel, treinador do PSG, admitiu que o Bayern tem "uma ligeira desvantagem" nesta final, marcada para as 20.00 horas, no Estádio da Luz. "O Bayern Munique tem uma ligeira vantagem por estar habituado a estes jogos, aceito isso, mas nós temos sempre a ambição de melhorar e, por isso, não pensamos muito nisso. Se estamos cá, é porque merecemos e estamos prontos para enfrentá-los", frisou.

O treinador dos parisienses fez ainda questão de enaltecer o poderio dos bávaros, mas que esse facto não inibirá a sua equipa de aproveitar as falhas. "Respeitamos sempre os nossos adversários, penso que é importante termos informação, detalhes e soluções para atacar e defender, é o que vamos fazer. Claro que vai ser difícil, o Bayern Munique venceu os últimos 21 jogos, alguns por muitos golos, mas há sempre alguma forma de os bater", vincou.

Tuchel assegurou que a sua equipa cumpre uma preparação "normal" para o jogo decisivo, tendo como objetivo que os jogadores "se sintam bem, se sintam livres" para que não falhem nos momentos cruciais. "Quando chegas na final é preciso encontrar o equilíbrio entre jogar livremente, com confiança, como temos feito, e ter concentração para as situações decisivas, por isso é que não me quero adaptar demasiado. Sim, vamos adaptar-nos ao Bayern, mas vamos manter a nossa criatividade", sublinhou.

Apesar de esperar nenhuma alteração na forma de jogar dos bávaros, Tuchel atestou a prontidão do seu conjunto para se adaptar, numa "final entre dois conjuntos fortes", elogiando a carreira do seu homólogo Hans-Dieter Flick. "Estão a conseguir uma série incrível, com um misto de juventude e experiência, comandados por Flick, e não vejo comparação com equipas anteriores, porque este é o mais alto nível do futebol europeu, por isso, antevejo 90 minutos muito difíceis, para os quais, recordo, nós estamos preparados", reiterou Tuchel, assegurando a recuperação física do italiano Marco Verratti.

Paris Saint-Germain e Bayern Munique disputam este domingo, a partir das 20.00 horas, a final da edição de 2019/20 da Liga dos Campeões, no Estádio da Luz, em Lisboa, num encontro que vai ser arbitrado pelo italiano Daniele Orsato.

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