Surfista portuguesa esfaqueada após tentativa de violação

Mariana Rocha Assis está em casa a recuperar e utilizou as redes sociais para contar a história. Diz que teve muita "sorte".

A jovem surfista portuguesa Mariana Rocha Assis foi esfaqueada na passada sexta-feira, durante a noite, depois de ter sido vítima de uma tentativa de violação. Foi a própria que divulgou a história nas redes sociais.

De acordo com o site especializado Beachcam, a jovem, também skater, estava sozinha no paredão do Estoril - regressava a casa - quando um estranho a abordou agressivamente e a tentou violar. Ao tentar defender-se, a surfista, que compete no campeonato nacional de surf, acabou por ser esfaqueada no abdómen.

"Sim, é verdade, a vida é demasiado curta, por isso aproveitem-na. Obrigado ao cobarde que tentou atacar-me e me esfaqueou. Obrigada a todos pelos pensamentos positivos e pelas orações. Estou feliz por estar viva. Infelizmente, parece que o Brasil vai ter de esperar. Voltarei à água assim que possível", escreveu nas redes sociais.

Mariana Rocha Assis foi assistida numa unidade hospitalar e está em casa a recuperar. Utilizou novamente as redes sociais para agradecer as mensagens de apoio que recebeu e dizer que nem tem a certeza do que sente, mas que teve muita sorte.

"Raiva, frustração, dor, medo, nem tenho a certeza daquilo que sinto... Não só por saber a sorte que tive mas pelo facto de aquele filho da mãe ainda estar por aí. Para aqueles que continuam a perguntar ou para aqueles que já estão a contar coisas que não aconteceram, aqui está a história: estava ir para casa sozinha à noite, quando um homem tentou violar-me. Ele não o fez. Tive a sorte de ter o sangue-frio para dar-lhe uma joelhada e ele esfaqueou-me na barriga. Tenho muito respeito por todas as mulheres que não podem reagir como eu e são violadas por essas pessoas loucas que estão à solta e deveriam estar no inferno. Agradeço a Deus por estar viva. Para todos aqueles que ligaram e enviaram mensagens, desculpem não ter respondido, mas o telemóvel não parou de tocar", escreveu.

A PSP confirmou a ida da jovem ao hospital, mas a situação divulgada pela rapariga ocorreu num local que é já jurisdição da GNR, que confirmou ao DN que foi apresentada uma queixa-crime no posto de atendimento da GNR no Hospital de Cascais.

O DN tentou contactar Mariana Rocha Assis, mas sem sucesso.

Notícia atualizada às 11:55 de dia 13/11/2018 com a informação relativa à PSP e mais tarde com a informação da GNR.

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