Sporting salva ponto em Vila do Conde, mas perde o terceiro lugar

Rio Ave esteve a ganhar durante 83 minutos, mas deixou-se empatar (1-1) na 21.ª jornada da I Liga. Grande penalidade caída do céu e convertida por Jovane

O ponto é melhor do que a exibição do Sporting em Vila do Conde. O empate (1-1) é, de alguma forma, penalizador para o Rio Ave, que esteve por cima no jogo e deixou fugir a vitória a jogar com mais um. Os leões entraram em campo conscientes de que o terceiro lugar da I Liga estava em risco, uma vez que o Sp. Braga tinha ganho na Luz (1-0), mas nem assim conseguiram contrariar esse cenário. Valeu a estratégia de Silas, que depois de se ver a jogar com dez acabou por evitar aquela que seria a 14.ª derrota da época.

Carvalhal lançou o estreante Al Musrati para o lugar do castigado Tarantini, enquanto Silas viu-se obrigado a regressar ao sistema de quatro defesas, apostando num meio-campo órfão do cérebro e da criatividade de Bruno Fernandes, composto por Eduardo, Doumbia e Wendel.

O treinador leonino disse antes do jogo que o clima hostil que se vive no clube não entra no balneário... mas alguma coisa se passa com este Sporting. As fragilidades da equipa estão à vista de todos e é gritante a ausência de Bruno Fernandes (saiu para o Manchester United). A equipa leonina sofreu um golo praticamente na primeira jogada da partida. O Rio Ave ganhou um canto e Al Musrati colocou a bola na cabeça de Lucas Piazón, que bateu Max. Um lance bem trabalhado que resultou no golo mais rápido sofrido pelos leões nesta época.

O golo obrigava os leões a reorganizarem-se ainda mal o jogo tinha começado, mas faltava velocidade, faltava organização defensiva e faltava, acima de tudo, o cérebro Bruno Fernandes. Apesar disso, a equipa leonina reagiu bem ao golo adversário e aos oito minutos Coates vislumbrou uma oportunidade de ir para a baliza e avançou até um defesa cortar a bola e obrigar Kieszek a fazer uma excelente defesa para evitar o empate.

O Sporting estava lento nos processos com bola, pouco dinâmico e com dificuldades em sair com a bola no pé, vivia de jogadas individuais. Foi assim que Eduardo fez tremer a barra da baliza de Kieszek com um remate a cerca de 30 metros. O Rio Ave respondia com organização e rapidez nos processos, criando situações de superioridade no ataque mas mal na finalização (três tentativas frustradas).

O intervalo chegou com os de Vila do Conde em vantagem. Foi o sexto jogo consecutivo em que os leões foram para o intervalo sem estar em vantagem, o que diz bem das dificuldades que a equipa leonina tem atravessado.

A estratégia de Silas a jogar com dez

No regresso tudo a mesma, mas Silas não demorou a mexer. O jogo esteve parado devido a problemas com o equipamento de um árbitro assistente e o técnico leonino aproveitou para dar indicações a Jovane sobre a missão de substituir Rafael Camacho. Uma troca por troca que demorou a surtir efeito na dinâmica da equipa, mas que seria decisiva no resultado final. Balasie, que regressou à equipa neste sábado, ia criando alguns desequilíbrios, mas Sporar continuava perdido entre os centrais vilacondenses. Os leões continuavam com as linhas muito distantes e isso dava espaço a Diego Lopes para construir para o Rio Ave.

O treinador do Sporting continuava a não gostar do que via em campo e resolveu arriscar tudo na tentativa de filtrar a ofensiva vilacondense, metendo Battaglia junto a Neto e a Borja numa linha de três defesas, subindo Bolasie e Ristovski nas alas e adicionando Plata. Isto apesar de a equipa ter ficar reduzida a dez no minuto que antecedeu a dupla substituição. Coates foi na conversa de Taremi e acabou expulso (tal como na primeira volta). O central do Sporting tornava assim ainda mais difícil a missão do Sporting em Vila do Conde.

A estratégia (embora arriscada) de Silas resultou em golo dos leões. Bolasie ganhou uma grande penalidade e Jovane fez o empate. O congolês bem lhe pediu para ser ele a marcar, mas o camisola 77 não cedeu e acabou por ser ele a marcar. Sofrido o empate, Carvalhal também mexeu nos corredores e tirou Digo Figueiras para apostar em Carlos Mané. Mal entrou, o ex-leão ia marcando. Só Max impediu e o resultado já não sofreu alterações.

Com este empate, o Sporting caiu para o quarto lugar, com 36 pontos, enquanto o Rio Ave segue em quinto, com 33.

FIGURA: Diego Lopes

Foi ele, a par do compatriota Piazón, o responsável pelos desequilíbrios na linha defensiva dos leões. Muito forte nos duelos e seguro a receber de costas para a baliza e a rodar o jogo para ganhar ângulo de remate. Tentou o golo mas Max não lho permitiu.

VEJA OS GOLOS

FICHA DE JOGO

Jogo no Estádio do Rio Ave FC, em Vila do Conde

Rio Ave - Sporting, 1-1.

Marcadores: 1-0, Lucas Piazón, 2 minutos; 1-1, Jovane Cabral, 84' (gp)

Equipas:

Rio Ave: Pawel Kieszek, Diogo Figueiras (Carlos Mané, 87), Borevkovic, Aderllan Santos, Matheus Reis, Al Musrati, Filipe Augusto, Lucas Piazón (Bruno Moreira, 90), Diego Lopes, Nuno Santos e Mehdi Taremi

Treinador: Carlos Carvalhal

Sporting: Luís Maximiano, Ristovski, Coates, Neto, Borja, Doumbia (Battaglia, 75), Eduardo (Gonzalo Plata, 75), Wendel, Bolasie, Rafael Camacho (Jovane Cabral, 56) e Sporar

Treinador: Jorge Silas

Árbitro: Fábio Veríssimo (AF Leiria)

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Borevkovic (41'), Coates (49' e 71'), Nuno Santos (67'), Neto (77') e Mehdi Taremi (90'+3'). Cartão vermelho por acumulação de amarelos para Coates (71')

Assistência: cerca de 3000 espetadores

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