Santos: "Portugal é um candidato e tem as suas chances"

O selecionador nacional fala em quatro favoritos a vencer o Europeu e lembra que dois (Alemanha e França) estão no grupo de Portugal. Mas não atira a toalha ao chão.

Portugal calhou no grupo da morte, com França e Alemanha e ainda um adversário por definir que sairá do playoff entre Islândia, Bulgária, Hungria e Roménia. Mas o selecionador Fernando Santos, presente no sorteio, não entrou em dramas.

"São os três últimos vencedores das três grandes provas. Será um grupo forte, dois favoritos e um candidato. Todos vão respeitar-se uns aos outros e é esperar [para ver] quem é o quarto. Pode ser que o primeiro jogo seja uma repetição do Euro 2016, se ganhar a Islândia o seu grupo do playoff. Vamos acreditar nas nossas possibilidades e podemos vencer. Todos têm a sua responsabilidade. Há quatro equipas favoritas pelo seu historial e valor. Estas são duas dessas quatro e Portugal é um candidato e tem as suas chances. Ninguém desejava estas equipas. Portugal não desejava, mas também Alemanha e França não desejavam Portugal. Do terceiro pote, ninguém queria Portugal. Foi o sorteio", começou por referir.

"Tinha um feeling de que este podia ser o nosso grupo. Pensei que podia acontecer e aconteceu. Não é por apanhar Alemanha e França que deixamos de ser candidatos. Estas equipas conhecem-se bem. Vai ser um confronto entre três grandes equipas. Portugal tem a convicção de que pode jogar contra qualquer adversário. Não é fácil ganhar a Portugal e eles sabem disso", acrescentou.

Relativamente à logística, já se sabe que estando no grupo F, a seleção nacional vai jogar em Munique (Alemanha) e em Bucareste (Roménia). O selecionador nacional admitiu que podia ter sido melhor. "Seria mais fácil se ficássemos no grupo da Espanha, podíamos ficar em Portugal, na Cidade do Futebol. Assim em principio será Budapeste o quartel-general, mas é melhor do que Baku. Agora é analisar os adversários, estudar bem para estarmos bem quando começarmos", disse.

O selecionador nacional foi ainda confrontado se, tendo na equipa um candidato à Bola de Ouro (Cristiano Ronaldo) e o vencedor do troféu Golden Boy (João Félix), as possibilidades de Portugal aumentam. Mas não entrou por essa via. "Não passam por aí as aspirações de Portugal no Euro. Isso não cria mais ou menos responsabilidade, mas sim a equipa no seu todo, que quer voltar a ser campeã da Europa. Sobre Cristiano Ronaldo, estou ansioso e desejoso de que ganhe o prémio [a entrega da Bola de Ouro é nesta segunda-feira]."

Joachim Löw, selecionador alemão, não tem dúvidas de que este é "o grupo da morte". "Os jogos em Munique serão festivais de futebol, as expectativas serão altas. Para a nossa jovem seleção este é um grande desafio, mas também uma grande motivação. É um prémio pela qualificação que realizámos. Todos terão de jogar até ao limite para passar até à fase seguinte", referiu, considerando que a França, por ser a atual campeão do mundo, "é a favorita".

"É um grupo difícil e julgo que o Joachim Löw e o Fernando Santos pensam o mesmo. É o grupo mais complicado, mas temos de o aceitar, com duas seleções de grande valor com provas dadas no futebol mundial. Santos falou em dois favoritos e um candidato? Ele é um espertalhão, já o conheço. No Europeu de 2016 disse o mesmo. É um grupo com três seleções fortes, com três países que ganharam os três últimos títulos. É muito difícil e a Alemanha tem a vantagem de jogar em casa", referiu por sua vez Didier Deschamps, selecionador francês.

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