Portugal foi campeão da Europa há quatro anos. Recorde o golo de Éder em slow motion

O histórico minuto 109 do prolongamento da final com a França valeu a Portugal o primeiro grande título a nível de seleções. Dos 23 convocados, dois já se retiraram e apenas outros dois se mantêm nos mesmos clubes.

Minuto 109 no prolongamento do jogo entre França e Portugal, na final do Europeu de futebol disputada no Stade de France, em Paris. Cristiano Ronaldo já não estava em campo - tinha saído lesionado - e em todo o país o nervosismo era enorme, mas fé ainda maior. Éder, que tinha entrado aos 79 minutos para o lugar de Renato Sanches, recebeu uma bola de João Moutinho a uns metros da área dos gauleses, deu uns quantos passos, chutou de pé direito e a bola entrou direitinha junto ao poste direito da baliza defendida por Hugo Lloris.

O golo valeu a vitória por 1-0 sobre os franceses e a consequente conquista do primeiro grande título para Portugal a nível de seleções. Faz esta sexta-feira precisamente quatro anos desse dia histórico.

Foi um culminar feliz de um percurso atribulado ao longo da fase final da prova, com três empates nos três jogos da fase de grupos, diante de Islândia (1-1), Áustria (0-0) e Hungria (3-3), uma vitória sofrida sobre a Croácia com um golo solitário de Ricardo Quaresma no final do prolongamento nos oitavos de final, um triunfo frente à Polónia no desempate por penáltis nos quartos e, por fim, uma vitória sobre o País de Gales na meia-final.

Dos 23 convocados por Fernando Santos para esse Campeonato da Europa de boa memória, apenas Anthony Lopes (Lyon) e Danilo (FC Porto) se mantêm nos clubes que então representavam à data da convocatória para a prova. Ricardo Carvalho e Eliseu já encerraram as respetivas carreiras, Cristiano Ronaldo mudou-se do Real Madrid para a Juventus e Éder joga na Rússia ao serviço do Lokomotiv de Moscovo.

Para a história fica o golo marcado pelo improvável Éder e a profecia de Fernando Santos, que meses antes da prova e mesmo durante o Europeu, disse sempre com uma fé enorme que só voltava para casa no dia 11 de julho, precisamente a seguir ao dia da final.

"Vamos ao Europeu com um objetivo claro, que é alcançar o êxito. Vamos jogar em Paris a final. É nessa base que trabalhamos. Temos a reserva até aí e acreditamos que vamos ficar cá até ao dia 11 de julho. Só quero ir embora nesse dia, depois de fazer a festa», disse em janeiro de 2016. E foi mesmo assim...

Éder, o grande herói daquela final, também fez uma confissão no final do jogo: "O Ronaldo disse-me que seria eu a fazer o golo da vitória, com toda a equipa, passou-me essa força, essa energia e foi muito importante. Foi um golo trabalhado desde o primeiro minuto do Europeu. Quero dedicar o golo à Susana Torres, a minha 'coach' de alta performance".

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