Manchester City conseguiu a goleada da noite, às custas de Paulo Fonseca

Ingleses vergaram o Shakhtar Donetsk a uma goleada de 6-0, com hat-trick de Gabriel Jesus. Real Madrid marcou menos um na visita ao Viktoria Plzen (5-0)

O Shakhtar Donetsk, do treinador português Paulo Fonseca, saiu maltratado da visita ao Manchester City, com a equipa de Guardiola a reforçar o bom momento que atravessa com uma vitória que constitui a maior goleada desta jornada de Liga dos Campeões: 6-0.

Com o português Bernardo Silva a titular, os campeões ingleses contaram com um golo do espanhol David Silva para abrir o marcador, logo aos 13 minutos, tiveram um hat-trick de Gabriel Jesus - dois dos golos foram de penálti, aos 24' e aos 72', com o brasileiro a fechar a contagem aos 90' - e viram ainda Raheem Sterling (49') e Ryhad Mahrez (84') contribuir para a goleada.

Na República Checa, o Real Madrid também se refastelou com golos, com uma vitória por 5-0 sobre o Viktoria Plzen que permitiu ao treinador interino Solari somar o terceiro triunfo consecutivo desde que substituiu Lopetegui no cargo, com um acumulado de 11 golos marcados e zero sofridos. Nada mau. Esta quarta-feira, marcaram pelos merengues Benzema (dois, aos 21' e aos 37'), Casemiro (23'), Gareth Bale (40') e Toni Kroos (67').

No mesmo grupo do Real, o G, a Roma foi a Moscovo obter uma importante vitória (2-1) sobre o CSKA que lhe permite estar igualada em pontos com o Real Madrid no topo da tabela, com 9 vpontos, enquanto o CSKA tem 4 e o Plzen, já sem hipótese de qualificação para os oitavos de final, apenas 1.

No grupo do Manchester City, o F, o Lyon deixou fugir uma vantagem de dois golos e viu o Hoffenheim empatar já perto do fim, no minuto 90 (2-2). O city de Guardiola lidera com 9 pontos ao fim da quarta jornada, enquanto o Lyon tem 6, o Hoffenheim 3 e o Shakhtar é último com 2.

No grupo do Benfica, o E, o Bayern confirmou a superioridade sobre o AEK de Atenas com um bis de Lewandowski (31', de penálti, e 71') e isolou-se na liderança do grupo, com 10. O Ajax, que empatou na Luz com o Benfica (1-1), tem 8 pontos, o Benfica tem 4 e o AEK Atenas é último, sem qualquer ponto.

Por fim, no grupo H, José Mourinho levou a melhor sobre Cristiano Ronaldo na vitória do Manchester United em casa da Juventus (1-2) - apesar do golo inaugural do avançado português (65') -, devolvendo assim a derrota que os italianos lhe tinham infligido na jornada anterior em Old Trafford. E tudo com uma espetacular reviravolta nos cinco minutos finais (Mata, 86', e autogolo de Alex Sandro, aos 90'). O Valência bateu em casa o Young Boys por 3-1. A Juventus lidera com 9 pontos, o Manchester United é segundo com 7, Valência tem 5 e o Young Boys 1.

Exclusivos

Premium

Viriato Soromenho Marques

Madrid ou a vergonha de Prometeu

O que está a acontecer na COP 25 de Madrid é muito mais do que parece. Metaforicamente falando, poderíamos dizer que nas últimas quatro décadas confirmámos o que apenas uma elite de argutos observadores, com olhos de águia, havia percebido antes: não precisamos de temer o que vem do espaço. Nenhum asteroide constitui ameaça provável à existência da Terra. Na verdade, a única ameaça existencial à vida (ainda) exuberante no único planeta habitado conhecido do universo somos nós, a espécie humana. A COP 25 reproduz também outra figura da nossa iconografia ocidental. Pela 25.ª vez, Sísifo, desta vez corporizado pela imensa maquinaria da diplomacia ambiental, transportará a sua pedra penitencial até ao alto de mais uma cimeira, para a deixar rolar de novo, numa repetição ritual e aparentemente inútil.

Premium

Maria do Rosário Pedreira

Agendas

Disse Pessoa que "o poeta é um fingidor", mas, curiosamente, é a palavra "ficção", geralmente associada à narrativa em prosa, que tem origem no verbo latino fingire. E, em ficção, quanto mais verdadeiro parecer o faz-de-conta melhor, mesmo que a história esteja longe de ser real. Exímios nisto, alguns escritores conseguem transformar o fingido em algo tão vivo que chegamos a apaixonar-nos por personagens que, para nosso bem, não podem saltar do papel. Falo dos criminosos, vilões e malandros que, regra geral, animam a literatura e os leitores. De facto, haveria Crime e Castigo se o estudante não matasse a onzeneira? Com uma Bovary fiel ao marido, ainda nos lembraríamos de Flaubert? Nabokov ter-se-ia tornado célebre se Humbert Humbert não andasse a babar-se por uma menor? E poderia Stanley Kowalski ser amoroso com Blanche DuBois sem o público abandonar a peça antes do intervalo e a bocejar? Enfim, tratando-se de ficção, é um gozo encontrar um desses bonitões que levam a rapariga para a cama sem a mais pequena intenção de se envolverem com ela, ou até figuras capazes de ferir de morte com o refinamento do seu silêncio, como a mãe da protagonista de Uma Barragem contra o Pacífico quando recebe a visita do pretendente da filha: vê-o chegar com um embrulho descomunal, mas não só o pousa toda a santa tarde numa mesa sem o abrir, como nem sequer se digna perguntar o que é...

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

"O clima das gerações"

Greta Thunberg chegou nesta semana a Lisboa num dia cheio de luz. À chegada, disse: "In order to change everything, we need everyone." Respondemos-lhe, dizendo que Portugal não tem energia nuclear, que 54% da eletricidade consumida no país é proveniente de fontes renováveis e que somos o primeiro país do mundo a assumir o compromisso de alcançar a neutralidade de carbono em 2050. Sabemos - tal como ela - que isso não chega e que o atraso na ação climática é global. Mas vamos no caminho certo.