Leonel Pontes: " O treinador tem responsabilidade, mas não consegue fazer milagres"

O treinador do Sporting admitiu que irá falar com a direção liderada por Frederico Varandas, mas recusou-se a dizer se este foi o último jogo no comando da equipa. Ainda assim, fez questão de não sacudir a água do capote, lembrando que trabalhou "com seriedade".

Leonel Pontes recusou no final de mais uma derrota do Sporting, desta vez com o Rio Ave para a Taça da Liga, revelar se este teria sido o seu ultimo jogo à frente da equipa leonina. "O meu futuro não é discutido aqui na praça pública. Temos locais próprios para falar disso", afirmou.

O técnico foi também questionado sobre a chegada de Jorge Silas para o substituir no cargo e reafirmou a sua vontade de não falar sobre o futuro: "Não faço comentários sobre isso. O meu futuro é falar com a direção. Neste momento sou treinador do Sporting. Não gosto de sacudir a água do capote, porque também tenho responsabilidades. Eu e a equipa. Quando cá entrei foi para trabalhar de outra forma, modificar a forma de jogar. O treinador tem a sua responsabilidade, mas não consegue fazer milagres. Trabalhei com seriedade, mas não vou discutir os problemas do clube publicamente. Os adeptos querem que o clube seja o melhor do mundo e têm de se unir para que o clube volte a reerguer-se."

Sobre o jogo, garantiu que a sua equipa "fez tudo para ganhar", lembrando as "sete oportunidades de golo" que não foram concretizadas. "O adversário teve três remates e um índice de eficácia muito elevado. Não marcar faz com que a ansiedade venha ao de cima, falhámos passes e esta intranquilidade passa para a equipa. Não merecíamos perder este jogo, mas esta onda negativa que tem vindo a crescer não tem sido positiva para a equipa."

Em jeito de balanço sobre os quatro jogos em que orientou a equipa leonina, disse: "Os últimos jogos não correram como deviam. Com o PSV fizemos um belíssimo jogo, com o Famalicão fizemos uma bela primeira parte. Hoje merecíamos ganhar pelo número de oportunidades e pela forma como a equipa trabalhou, mas a verdade é que não conseguimos. Hoje, o adversário foi mais feliz nos momentos cruciais."

Luís Neto: "Vejo vontade de toda a gente em dar a volta"

O defesa Luís Neto considerou esta derrota ter sido "um resultado típico da fase que estamos a ultrapassar". "Noutra altura teríamos ganho o jogo. É incrível o que tem vindo a acontecer. Tivemos mais oportunidades, começámos muito bem e o Rio Ave faz golo na primeira vez em que vai à baliza. O golo intranquiliza equipa, a fase não é fácil e os jogadores sentem isso. Queremos dar a volta, sofremos sempre um pequeno revés e nem sempre é fácil reagir rápido", explicou.

Sobre a crise: "Os jogadores são sempre os primeiros a querer dar a volta, por nós, pelo que passamos e vivemos na academia. Vejo vontade de toda a gente em dar a volta. Parece um cliché dizer que vamos levantar a cabeça, mas não temos muito mais a fazer e é esperar pelo próximo jogo para enfrentar as dificuldades de frente. Temos muitos jogos, um grupo unido e queremos dar a voltar por cima o mais rapidamente possível."

Carlos Carvalhal: "O Sporting até teve mais oportunidades"

Carlos Carvalhal, treinador do Rio Ave, considerou ter sido "uma vitória muito boa" da sua equipa, num jogo em que "não era fácil manter o padrão com oito mudanças na equipa e num esquema diferente" do que aquele que costuma utilizar.

"O Sporting podia ter feito um ou dois golos no início, mas depois reagimos bem e conseguimos marcar. Mudámos a equipa porque queríamos ganhar. Não vou dizer se é justo ou não, o Sporting até teve mais oportunidades do que nós, mas foi um justo prémio para a forma como viemos jogar aqui com a nossa identidade", disse.

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