Jogador excluído de página de angariação de fundos por discriminar homossexuais

Israel Folau foi despedido pela federação de râguebi australiana por afirmações homofóbicas e foi bloqueado pela GoFundMe quando tentava angariar fundos para avançar com um processo legal.

A GoFundMe, empresa de angariação de fundos através da internet, fechou a página do jogador de râguebi australiano Israel Folau por causa das posições discriminatórias em relação a homossexuais, que levaram a que tivesse sido despedido pela federação australiana (RA).

O atleta utilizou a GoFundMe para angariar fundos para o ajudarem a financiar uma batalha legal contra a federação, alegando que a rescisão do seu contrato foi ilegal.

De acordo com a empresa, a página violava as regras do GoFundMe, razão pela qual todos os donativos vão ser reembolsados. "Como empresa, estamos absolutamente empenhados na luta pela igualdade para as pessoas LGBTIQ+ e na promoção de um ambiente de inclusão", afirmou Nicola Britton, porta-voz da empresa. "Apesar de aceitarmos o envolvimento da GoFundMe em vários processos civis, não toleramos a promoção de discriminação ou exclusão", acrescentou.

Israel Folau é cristão e reclama que o seu despedimento foi um ato de discriminação religiosa e esse argumento valeu-lhe um total de 465 mil euros de donativos desde que, há uma semana, abriu a página no GoFundMe.

A RA defende que Folau violou os padrões de comportamento, "incluindo o uso desrespeituoso das redes sociais" por ter feito publicações anti-homossexuais. O jogador já tinha sido avisado por este tipo de conduta no passado, que culminou em maio quando Raelene Castle, diretor executivo da RA, anunciou a rescisão de contrato por ter violado a "defesa dos valores e qualidades de inclusão, paixão, integridade, disciplina, respeito e trabalho em equipa".

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