Mundial em Portugal, Espanha e Marrocos? Presidente da FIFA gosta da ideia

Gianni Infantino diz que "unir dois continentes, duas culturas e duas religiões é algo que só o futebol poderia conseguir"

A ideia, que começou a ser aventada a meio do ano passado, já ganhou apoio político expresso dos governos português e espanhol, na última cimeira ibérica, em novembro. E o presidente da FIFA, Gianni Infantino, também é adepto da mesma. Um Mundial de futebol em 2030 co-organizado por Portugal, Espanha e Marrocos "teria um encanto especial", admitiu o dirigente, em entrevista ao jornal espanhol AS.

Frisando que, como presidente da FIFA, deve manter-se "neutral", Infantino não deixou de elogiar a hipótese de ver um campeonato do mundo repartido entre "dois continentes, duas culturas e duas religiões diferentes". "Algo que só o futebol pode conseguir", sublinhou o suíço.

Gianni Infantino lembrou que ainda é prematuro falar desse cenário, até porque a atribuição do Mundial 2030 "não acontecerá antes de 2024" e "seguramente surgirão outros candidatos". Mas o líder da entidade que superintende o futebol mundial não vê inconvenientes estatutários no caso de a candidatura ibero-marroquina avançar.

"Não há problemas geográficos, o que há que ver é se duas confederações, neste caso África e Europa, podem ir juntas. Nunca se fez, mas eu não vejo inconveniente. Por estes dias em Marraquexe pude comprovar que a ideia entusiasma, e a mim parece-me algo bonito", referiu Infantino, que se encontra em Marrocos para um congresso internacional da FIFA dedicado ao desenvolvimento do futebol.

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