E-Toupeira. Arguido Júlio Loureiro nega todas as acusações

"Considero-me inocente, não cometi qualquer tipo de crime", disse esta sexta-feira o oficial de justiça arguido no processo e-toupeira

O oficial de justiça Júlio Loureiro, um dos arguidos no processo e-toupeira, garantiu esta sexta-feira que está inocente e negou todas as acusações que lhe são imputadas pelo Ministério Público (MP).

"Nunca tive acesso a nenhum processo, nunca pesquisei nenhuma base de dados, considero-me inocente, não cometi qualquer tipo de crime. Sinto-me tranquilo", disse Júlio Loureiro em declarações à SIC, à entrada do Tribunal de Guimarães, onde continua a trabalhar.

Na terça-feira, o MP acusou a SAD do Benfica e o seu assessor jurídico Paulo Gonçalves, e os funcionários judiciais Júlio Loureiro e José Silva de vários crimes, incluindo corrupção, favorecimento pessoal, peculato e falsidade informática, no âmbito do caso "e-toupeira".

Em causa estão os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, e oferta ou recebimento indevido de vantagem. Favorecimento pessoal, violação do segredo de justiça, violação de segredo por funcionário, peculato, acesso indevido, violação do dever de sigilo e falsidade informática são os outros crimes imputados aos acusados.

O arguido Júlio Loureiro, escrivão e observador de árbitros, está acusado de 76 crimes: um de corrupção passiva, um de recebimento indevido de vantagem, um de favorecimento pessoal, seis de violação de segredo de justiça, 21 de violação de segredo por funcionário, nove de acesso indevido, nove de violação do dever de sigilo e de 28 crimes de falsidade informática.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

Os irados e o PAN

A TVI fez uma reportagem sobre um grupo de nome IRA, Intervenção e Resgate Animal. Retirados alguns erros na peça, como, por exemplo, tomar por sério um vídeo claramente satírico, mostra-se que estamos perante uma organização de justiceiros. Basta, aliás, ir à página deste grupo - que tem 136 000 seguidores - no Facebook para ter a confirmação inequívoca de que é um grupo de gente que despreza a lei e as instituições democráticas e que decidiu fazer aquilo que acha que é justiça pelas suas próprias mãos.

Premium

Margarida Balseiro Lopes

Falta (transparência) de financiamento na ciência

No início de 2018 foi apresentado em Portugal um relatório da OCDE sobre Ensino Superior e a Ciência. No diagnóstico feito à situação portuguesa conclui-se que é imperativa a necessidade de reformar e reorganizar a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), de aumentar a sua capacidade de gestão estratégica e de afastar o risco de captura de financiamento por áreas ou grupos. Quase um ano depois, relativamente a estas medidas que se impunham, o governo nada fez.