Decorador do autocarro dos campeões mundiais é português

Empresa de José Martins foi a escolhida devido à experiência na matéria. Trabalho só começou após o jogo com a Croácia ​​e envolveu quatro funcionários que trabalharam a madrugada inteira

A seleção francesa de futebol, vencedora do Mundial 2018, na Rússia, vai percorrer esta segunda-feira as ruas de Paris, num circuito de consagração, num autocarro decorado pela empresa do português José Martins.

"É um orgulho ter sido escolhido para decorar o autocarro dos campeões. Oportunidades destas não surgem todos os dias", disse à agência Lusa o empresário José Martins, dono de uma empresa de reparações e aluguer.

A escolha recaiu sobre a empresa do empresário português, que já decorou, por exemplo, o autocarro da consagração do campeão Paris Saint-Germain, devido ao trabalho que esta presta para as viaturas turísticas que circulam em Paris.

O autocarro elétrico que irá circular na capital francesa é novo, a estrear pelos campeões mundiais, e, revelou José Martins, está decorado predominantemente com as cores da bandeira gaulesa (branco, vermelho e azul) e em destaque apresenta a frase 'Campeões do Mundo'.

A tarefa da decoração do veículo, envolta em grande segredo, referiu o empresário, estava prevista para decorrer de sexta-feira para sábado, mas, posteriormente, foi decidido avançar só no domingo, após o final do jogo.

A aplicação dos autocolantes de plástico que envolvem a viatura teve início assim que terminou a final com a Croácia (4-2), em Moscovo, envolvendo quatro funcionários que trabalharam toda a noite de domingo e a manhã desta segunda-feira.

Concluída a operação de cosmética, o veículo irá deslocar-se para o aeroporto de Paris-Charles de Gaulle (Roissy), escoltado por batedores da Polícia francesa, para receber os campeões mundiais de futebol e dar inicio aos festejos de consagração.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.