Bruno de Carvalho assume ter "saudades" dos jogadores

O ex-presidente do Sporting admitiu no Facebook que mandou mensagens aos atletas depois do jogo com o Moreirense e antes da partida com o V. Setúbal

Bruno de Carvalho confirmou esta segunda-feira, através da sua página no Facebook, que enviou mensagens aos jogadores do Sporting depois do jogo com o Moreirense, da 1ª jornada da Liga, e antes da partida com o V. Setúbal, da 2ª ronda.

O ex-presidente dos leões justificou esta sua atitude "por respeito" pelos cinco anos em que trabalhou com os atletas, mas também por uma outra razão: "Tenho saudades deles. Saudades de estar ali, de poder dar a minha quota parte de ajuda, de poder ser mais um naquele anel mágico antes de cada jogo, de poder ser a voz de todos os sportinguistas em todas as modalidades do clube, exigindo atitude e compromisso totais pois queremos ser felizes."

Bruno de Carvalho reconheceu que sempre foi seu hábito enviar mensagens aos jogadores, revelando que após o jogo com o Moreirense foi para "dar os parabéns pelo excelente resultado", enquanto a que antecedeu a partida com os sadinos visou "um suposto mau estar" relacionado com o seu regresso à presidência leonina, após a exigência do ex-líder em Alvalade em reocupar a liderança, no final da semana passada. "Jamais lhes poderia querer fazer mal e mostrando que o futebol é uma festa onde a vitória trás a alegria suprema! Desejei que vencessem este primeiro jogo em casa pelo Sporting e pelos seus associados", acrescentou.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.