Bruno de Carvalho assume ter "saudades" dos jogadores

O ex-presidente do Sporting admitiu no Facebook que mandou mensagens aos atletas depois do jogo com o Moreirense e antes da partida com o V. Setúbal

Bruno de Carvalho confirmou esta segunda-feira, através da sua página no Facebook, que enviou mensagens aos jogadores do Sporting depois do jogo com o Moreirense, da 1ª jornada da Liga, e antes da partida com o V. Setúbal, da 2ª ronda.

O ex-presidente dos leões justificou esta sua atitude "por respeito" pelos cinco anos em que trabalhou com os atletas, mas também por uma outra razão: "Tenho saudades deles. Saudades de estar ali, de poder dar a minha quota parte de ajuda, de poder ser mais um naquele anel mágico antes de cada jogo, de poder ser a voz de todos os sportinguistas em todas as modalidades do clube, exigindo atitude e compromisso totais pois queremos ser felizes."

Bruno de Carvalho reconheceu que sempre foi seu hábito enviar mensagens aos jogadores, revelando que após o jogo com o Moreirense foi para "dar os parabéns pelo excelente resultado", enquanto a que antecedeu a partida com os sadinos visou "um suposto mau estar" relacionado com o seu regresso à presidência leonina, após a exigência do ex-líder em Alvalade em reocupar a liderança, no final da semana passada. "Jamais lhes poderia querer fazer mal e mostrando que o futebol é uma festa onde a vitória trás a alegria suprema! Desejei que vencessem este primeiro jogo em casa pelo Sporting e pelos seus associados", acrescentou.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Catarina Carvalho

Assunto poucochinho ou talvez não

Nos rankings das escolas que publicamos hoje há um número que chama especialmente a atenção: as raparigas são melhores do que os rapazes em 13 das 16 disciplinas avaliadas. Ou seja, não há nenhum problema com as raparigas. O que é um alívio - porque a avaliar pelo percurso de vida das mulheres portuguesas, poder-se-ia pensar que sim, elas têm um problema. Apenas 7% atingem lugares de topo, executivos. Apenas 12% estão em conselhos de administração de empresas cotadas em bolsa - o número cresce para uns míseros 14% em empresas do PSI20. Apenas 7,5% das presidências de câmara são mulheres.

Premium

Adolfo Mesquita Nunes

Quando não podemos usar o argumento das trincheiras

A discussão pública das questões fraturantes (uso a expressão por comodidade; noutra oportunidade explicarei porque me parece equívoca) tende não só a ser apresentada como uma questão de progresso, como se de um lado estivesse o futuro e do outro o passado, mas também como uma questão de civilização, de ética, como se de um lado estivesse a razão e do outro a degenerescência, de tal forma que elas são analisadas quase em pacote, como se fosse inevitável ser a favor ou contra todas de uma vez. Nesse sentido, na discussão pública, elas aparecem como questões de fácil tomada de posição, por mais complexo que seja o assunto: em questões éticas, civilizacionais, quem pode ter dúvidas? Os termos dessa discussão vão ao ponto de se fazer juízos de valor sobre quem está do outro lado, ou sobre as pessoas com quem nos damos: como pode alguém dar-se com pessoas que não defendem aquilo, ou que estão contra isto? Isto vale para os dois lados e eu sou testemunha delas em várias ocasiões.