Final da Taça da Palestina adiada por Israel não autorizar jogadores a viajarem

O vencedor da Taça de Gaza, o Khadamat Rafah, deveria defrontar o vencedor da Taça da Cisjordânia, o Balata FC, em jogo da segunda mão, depois de na primeira, disputado na Faixa de Gaza no último domingo, se ter registado um empate a um golo.

A final da Taça da Palestina em futebol, marcada para a noite desta quinta-feira, foi adiada por falta de autorização das autoridades israelitas para que os jogadores da Faixa de Gaza pudessem deslocar-se para Nablus, na Cisjordânia.

O vencedor da Taça de Gaza, o Khadamat Rafah, deveria defrontar o vencedor da Taça da Cisjordânia, o Balata FC, em jogo da segunda mão, depois de na primeira, disputado na Faixa de Gaza no último domingo, se ter registado um empate a um golo.

O jogo da segunda mão marcado para perto de Nablus, na Cisjordânia ocupada, e forçou a equipa de Gaza a solicitar às autoridades israelitas permissão para uma comitiva de 35 pessoas efetuarem a viagem.

No entanto, só foram concedidas quatro autorizações, três delas para dirigentes do clube, revelou Susan Shalabi, vice-presidente da Federação da Palestina de futebol, em declarações à Agência France Press.

"Os israelitas mostraram-se intransigentes na recusa e invocaram, sem mais explicações, razões de segurança para a sua decisão", lamentou Shalabi, acrescentando que nenhuma nova data para a realização da partida poderá ser marcada até que Israel conceda as autorizações para os jogadores poderem deslocar-se.

A Taça da Palestina esteve 15 anos sem ser disputada pelo facto de as autoridades israelitas não concederem autorizações para os jogadores palestinianos se deslocarem e só foi retomada em 2015 na sequência de uma intervenção da FIFA.

Todavia, as autoridades palestinianas têm acusado o organismo máximo do futebol mundial de não aplicar as regras que ela própria fixou, nomeadamente ao não tomar qualquer ação contra Israel a propósito dos seus clubes que atuam na Cisjordânia, que é um território ocupado desde 1967 pelos israelitas, cujas colónias ali instaladas são ilegais à luz do direito internacional.

"A maneira como a FIFA age face às autoridades israelitas encoraja a impunidade", acusou a vice-presidente da Federação Palestiniana de Futebol.

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