Época de incerteza na F1 deixa recordes de Hamilton em risco

O hexacampeão britânico tinha a possibilidade de neste ano bater várias marcas históricas de Michael Schumacher. Mas o cancelamento de algumas corridas pode colocar esses recordes em risco.

A incerteza quanto à realização do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 em 2020, que já teve nove corridas canceladas ou adiadas, pode impedir Lewis Hamilton de bater alguns dos recordes da modalidade, nomeadamente o número de títulos conquistados.

Até ao final de 2019, quando o piloto britânico da Mercedes conquistou o título pela sexta vez na sua carreira, poucos tiveram dúvidas de que o recorde de sete conquistas, que pertence a Michael Schumacher desde 2004, seria finalmente alcançado, e que o recorde de vitórias, que também é do alemão, seria batido. No entanto, sem luz ao fundo do túnel para o arranque do campeonato, agora previsto para o dia 28 de junho, em França, os recordes históricos poderão ter de aguardar mais algum tempo para serem alcançados.

O cancelamento dos Grandes Prémios da Austrália e do Mónaco, e a probabilidade de não haver datas disponíveis para acomodar as 20 corridas restantes este ano, deixa no ar a possibilidade de Hamilton alcançar marcas ainda mais históricas na carreira.

O piloto da Mercedes já detém o recorde de pole positions, com 88 (Michael Schumacher é o segundo, com 68), para além de vários outros, como o número total de pontos conquistados (3431), pódios na mesma época (17, tantos quantos Schumacher e o alemão Sebastian Vettel).

Soma ainda o maior número de corridas consecutivas nos pontos (33, entre 2016 e 2018), pontos consecutivos (676), média de pontos por corrida iniciada (13,72), percentagem de corridas nos pontos (85,20, batendo o argentino Juan Manuel Fangio, que tem 80), bem como o melhor registo de pontos numa época (413, em 2019, e 408, em 2018).

Acumula ainda 19 corridas na liderança da primeira à última volta e 148 corridas em que liderou pelo menos numa ocasião, e 50 provas em que somou pole position e vitória. Contudo, o total de títulos e o maior número de vitórias são as duas marcas mais importantes no mais importante dos desportos automóveis, garantindo a Hamilton um lugar na galeria dos imortais.

Com as 13 corridas que estão agendadas, o campeão em título precisava de conquistar sete vitórias para igualar Schumi. Também seria possível, à justa, igualar o maior número de vitórias na mesma temporada (13 de Sebastian Vettel, em 2013). E poderia até ultrapassar o número de vitórias consecutivas na mesma temporada (nove), que pertence a Vettel, que detém também o recorde de pole positions na mesma época (15), um número que os 13 Grandes Prémios ainda em agenda não permitem igualar.

Longe está ainda o recorde do brasileiro Rubens Barrichello de 322 participações em provas do Mundial (arrancou para 316 corridas), pois Hamilton conta apenas 250. O brasileiro detém ainda o recorde de poles consecutivas, com oito, contra as sete de Hamilton conseguidas em 2015.

Mais perto estão outras marcas. Desde logo o número de vezes em que um piloto subiu ao pódio: Schumacher, com 155, é o recordista, mas o britânico da Mercedes está a apenas quatro de distância (151). O antigo piloto alemão também tem 221 corridas na liderança (mais oito do que Hamilton) e 5111 voltas na cabeça do pelotão, contra as 4486 do britânico.

Este ano, Hamilton poderia ainda desempatar com o piloto alemão no maior número de vitórias consecutivas num GP, recorde na posse do brasileiro Ayrton Senna, que festejou por cinco vezes no Mónaco (o britânico, de 35 anos, tem quatro em Inglaterra e EUA). O hexacampeão pode também ultrapassar Schumacher noutro item, que diz respeito às corridas com pole, vitória e volta mais rápida. O alemão tem 22 contra as 15 do piloto da Mercedes.

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