Bruno Lage: "Se eu valesse os 20 milhões, a minha mulher colocava-me à venda"

O treinador do Benfica admitiu não saber bem o que significa a cláusula de rescisão do seu contrato, descartou a ideia de contratar Gaitán e avisou para a qualidade do Famalicão, adversário deste sábado no Estádio da Luz.

Um dia depois de ter sido oficializada a renovação de contrato com o Benfica até 2024, Bruno Lage admitiu que não sabe o que representa a cláusula de rescisão de 20 milhões de euros com que está blindado. O treinador aproveitou até para brincar com a situação. "Não sei o que significa esse valor... é o mundo de hoje. Se calhar, se eu valesse os 20 milhões, a minha mulher colocava-me à venda e ficava com o dinheiro", atirou com um sorriso.

Mais a sério, Bruno Lage destacou que "o mais importante é os dois lados estarem felizes" com esta ligação. "Temos é de fazer sempre o trabalho de forma dedicada e séria, dizer sempre a verdade a toda a gente e trabalhar de forma tranquila e equilibrada jogo após jogo", acrescentou.

O treinador do Benfica foi ainda confrontado com uma entrevista do argentino Nico Gaitán, na qual revelou o desejo de regressar à Luz aos 31 anos. Uma situação que foi de imediato descartada. "É curioso que, quando era adjunto do Carlos Carvalhal, estivemos atrás do Gaitán para o Swansea, quando ele não jogava no Atlético de Madrid. É sempre bom ouvir essas palavras de um jogador que foi tão importante para o clube, mas nesta altura, naquilo que é o nosso projeto e os nossos objetivos, pretendemos é encontrar um Gaitán ou um Salvio com outra idade. A nossa estratégia leva-nos para outros jogadores", assumiu.

O Benfica enfrenta este sábado, às 18.00 horas, no Estádio da Luz, o Famalicão, em jogo da 14.ª jornada da I Liga. Uma partida que Bruno Lage aborda com cautelas, desvalorizando por completo o facto de a equipa sensação do campeonato não vencer há quatro jogos. "Tentamos colocar de lado os resultados e analisar a forma de jogar. É verdade que não venceu os últimos quatro jogos, mas não encontramos nenhuma equipa que nessas circunstâncias mas marca oito. Isso revela a qualidade da equipa. O Famalicão fez jogos muito bons com o Sporting, FC Porto, Sp. Braga e V. Guimarães. É uma equipa que está a evoluir, que coloca muitas dificuldades, gosta de ter bola e coloca muita gente à frente da linha da bola para atacar. Como tal, temos de fazer o nosso melhor para vencer."

Bruno Lage esclareceu ainda que a utilização de Chiquinho não representa um regresso do Benfica ao 4x3x3. "É uma questão de dinâmica. O Chiquinho recua para fazer terceiro médio e depois é um segundo avançado. Temos uma ideia de posicionamento e a partir daí, consoante as características de cada jogador, criamos as dinâmicas", explicou, respondendo depois ao facto de Raúl de Tomás estar agora a ser menos utilizado.

"A cada momento há uma avaliação. Por exemplo, lembrem-se do que se dizia do Carlos Vinícius, que agora está bom momento e tem de aproveitá-lo. Mas não nos podemos esquecer que Seferovic foi o melhor marcador da época passada, nem a forma como o Raúl de Tomás se treina e dedica para aparecer a qualquer momento. Agora está o Vinícius e os outros têm de trabalhar para darem boa resposta quando forem chamados", frisou.

Com uma vantagem de quatro pontos em relação ao FC Porto no campeonato, Bruno Lage recordou que a época passada mostrou que "é preciso pensar um jogo de cada vez" e não na diferença pontual. "Antes do jogo do Zenit escrevi no quadro 'um jogo de cada vez' e os jogadores percebem isso. E é assim que temos feito esta viagem. Não temos de trazer o bom e o mau que vem do jogo anterior, temos é de nos focar na tarefa em cada momento", acrescentou.

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