Antigo presidente do Real Madrid Lorenzo Sanz morreu aos 76 anos vítima de covid-19

O antigo presidente do Real Madrid, Lorenzo Sanz, que estava internado nos cuidados intensivos de um hospital de Madrid desde segunda-feira passada, depois de ter contraído a covid-19, faleceu hoje aos 76 anos, informou o seu filho Lorenzo.

"Acaba de falecer o meu pai. Não merecia este final que teve. Morreu uma das pessoas mais bondosas, valentes e trabalhadoras que conheci na minha vida. A sua família e o Real Madrid eram a sua paixão. A minha mãe e os meus irmãos desfrutámos com orgulho todos os momentos que partilhámos com ele", escreveu Lorenzo Sanz filho, na sua conta do Twitter.

Presidente do Real Madrid entre 1995 e 2000, Lorenzo Sanz estava hospitalizado na Fundação Jiménez Díaz, em Madrid, com insuficiência respiratória e renal aguda devido a infeção grave após ter contraído o novo coronavírus.

No seu 'reinado', os 'merengues' chegaram, em 1998, ao seu sétimo título europeu, 32 anos depois, e ainda ao oitavo, em 2000, com jogadores como Suker, Roberto Carlos ou Raúl e treinadores como Fabio Capelo, Jupp Heynckes e Vicente del Bosque.

Real Madrid lamenta a morte do antigo presidente

"O Real Madrid, o seu presidente e a Junta Diretiva lamentam com enorme consternação o falecimento de Lorenzo Sanz, que foi presidente do clube entre 1995 e 2000. Queremos expressar as mais profundas condolências e todo o carinho e afeto à sua esposa Mari Luz, aos seus filhos Lorenzo, Francisco, Fernando, María Luz (Malula) e Diana, aos seus familiares e amigos, condolências que são extensíveis a todo o madridismo", pode ler-se no comunicado divulgado pelo clube 'merengue'.

O clube realçou o "engrandecimento da história e da lenda" do Real Madrid durante a presidência de Lorenzo Sanz, recordando a conquista da ansiada sétima Taça dos Campeões Europeus, em 1998, em Amesterdão, das duas que conquistou no seu mandato, além da uma Taça Intercontinental, uma Liga, uma Supertaça de Espanha, uma Liga e uma Taça dos Campeões Europeus de basquetebol.

"Hoje, o madridismo está de luto perante a perda de um presidente que dedicou uma grande parte da sua vida à sua grande paixão, o Real Madrid. Dadas as circunstâncias atuais, o Real Madrid irá render-lhe o reconhecimento que merece assim que for possível", termina assim o comunicado.

O Benfica também reagiu pouco minutos depois de ser conhecida a morte de Lorenzo Sanz, vítima da pandemia de Covid-19, ao transmitir no seu sítio oficial "as mais sentidas condolências ao Real Madrid".

Uma das maiores referências como futebolista do Real Madrid, Raúl González, atual treinador do Castilla, equipa B do clube, expressou a sua dor pelo falecimento de Lorenzo Sanz. "Descansa em paz presidentre, nunca te esqueceremos", escreveu Raul no Twitter, que acompanhou a sua mensagem com um 'emoji' de um coração partido.

A nota de Raul encabeçou uma catadupa de reações nas redes sociais, entre as quais a do atual capitão do Real Madrid, Sérgio Ramos.

"Dia muito triste para o madridismo. Lorenzo Sanz fez a ligação entre o ontem e o hoje com duas estatísticas para a história: a sétima e a oitava [Taça dos Campeões Europeus]. A sua morte entristece-nos ainda mais nestes dias difíceis que atravessamos. As minhas profundas condolências à família e aos amigos. Descansa em paz".

O ex-'capitão' Iker Casillas, ainda ligado ao FC Porto, também enviou "um abraço enorme à família e amigos neste momento tão duro", numa mensagem no Twitter, tal com o brasileiro Roberto Carlos, afirmando só ter "palavras de agradecimento".

A Associação de Clubes de basquetebol (ACB), o treinador da equipa de basquetebol do Real Madrid, Pablo Laso, a presidente do Conselho Superior dos Desportos, Irene Lozano, clubes como FC Barcelona, Villarreal, Rayo Vallecano, Málaga e Granada, o presidente da 'La Liga', Javier Tebas, e a Associação de Futebolistas espanhóis, David Aganzo, também reagiram ao desaparecimento de Lorenzo Sanz com mensagens emocionadas e de homenagem ao antigo presidente dos 'merengues'.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 290 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 12.700 morreram.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, sendo que a Espanha já conta 1.236 mortes (24.926 casos).

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