"Amor à primeira vista". João Félix em destaque no The New York Times

Jornal norte-americano dedica esta quinta-feira um extenso artigo ao avançado de 19 anos, o futebolista que "está cheio de pressa assim como toda a gente".

O jornal norte-americano The New York Times dedica na edição desta quinta-feira um artigo a João Félix, em que assinala a rápida ascensão e o mediatismo que o jovem de 19 anos ganhou em menos de um ano, que o levaram no verão a transferir-se do Benfica para o At. Madrid a troco de 126 milhões de euros.

"João Félix está cheio de pressa. Assim como toda a gente". Este é o título do texto onde é passada em revista a carreira e o perfil do avançado, com recurso a testemunhos de Nuno Gomes (ex-jogador e diretor da formação), João Tralhão (treinador das camadas jovens do Benfica) e José Boto (ex-scout dos encarnados).

"João Félix não teve de fazer nada de especial para as pessoas acreditarem nele. Não houve um momento de luz para convencer os treinadores do Benfica de que estava destinado à grandeza nem nenhuma performance heroica que marcasse o seu estrelato. Mesmo na adolescência - com um aparelho nos dentes, o cabelo sobre os olhos e ombros leves - Félix era um jogador de amor à primeira vista", escreve o jornal a abrir o texto.

"Nove meses depois, é uma superestrela, tão jovem que esperam que carregue um dos maiores clubes do mundo em duas das maiores competições, ao mesmo tempo que os pais fazem turnos de seis meses a viver com ele na cidade de Madrid. É isto que é diferente na história de Félix: não os factos, mas o contexto. Antes, ele talvez tivesse tido mais tempo para se desenvolver nas águas relativamente calmas em Portugal, saindo depois de um par de temporadas como titular da primeira equipa", pode ainda ler-se.

"Ele pensa mais depressa do que os outros. Os clubes encontraram agora um modelo mais baseado nas academias de jovens e os treinadores estão mais inclinados a apostar nos jovens. A mentalidade agora é encontrar talento nas academias", assinala Nuno Gomes, que só deixou o Benfica aos 24 anos, quando se transferiu para a Fiorentina.

"Não havia dúvidas sobre o valor dele. Ele era diferente dos outros", referiu José Boto. "Ele viveu várias experiências desde que eu o conheci. Começou a ganhar muito mais dinheiro, mas é o mesmo rapaz divertido e humilde que eu conheci", atirou João Tralhão.

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