O Estádio da Tapadinha, casa do Atlético Clube de Portugal, passa a acolher um conjunto de obras permanentes de arte contemporânea assinadas por Vhils, Joana Vasconcelos e Bela Silva. A iniciativa resulta de uma parceria entre o MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, da Fundação EDP, e o histórico clube lisboeta, com o objetivo de aproximar a criação artística da comunidade e valorizar um dos espaços desportivos mais emblemáticos de Lisboa..A intervenção de maior dimensão é da autoria de Vhils, que transformou a fachada principal do estádio através de um mural com cerca de 80 metros de comprimento. Recorrendo à técnica que caracteriza o seu trabalho, o artista esculpiu diretamente a superfície do edifício para criar uma obra inspirada na história do Atlético, nos seus adeptos e na forte ligação do clube ao bairro de Alcântara..O percurso artístico inclui ainda a escultura Solitário #3, de Joana Vasconcelos, uma peça de grande formato construída a partir de jantes de automóvel e copos de cristal, e a instalação em azulejo Dança na Relva, de Bela Silva, que acompanha a rampa de acesso ao estádio e estabelece um diálogo entre a tradição cerâmica portuguesa e o universo do futebol..Além das três intervenções já instaladas, o projeto prevê a criação de uma nova obra permanente através de uma convocatória dirigida a artistas emergentes. A iniciativa reforça a aproximação entre património, arte contemporânea e desporto, conferindo uma nova dimensão cultural à Tapadinha e afirmando o estádio como um espaço aberto à comunidade e à criação artística..Vhils e as camadas que formam a identidade. No espaço digital, elas vêm de onde? .Joana Vasconcelos e as lições de uma carreira de mais de duas décadas para jovens artistas