"Temos uma cláusula de subida automática com a NOS"

Bruno de Carvalho disse na Sporting TV que também pode rever números do acordo com a operadora.

Bruno de Carvalho reafirmou esta quinta-feira a ideia de que é o Sporting que tem o melhor contrato de venda de direitos televisivos com uma operadora de televisão e que o facto de o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, dizer que vai renegociar o contrato com a NOS é prova disso.

"Não há dúvida que o negócio do Sporting é o melhor porque caso contrário não o ia renegociar. Luís Filipe Vieira diz que tem uma cláusula automática, também eu tenho. Vai ser giro verificar. Era algo que não sabia. Não sei se tenho a mesma cláusula. O Sporting tem uma cláusula automática para a subida. Porque o valor que ele sobe ao dele eu subo ao meu contrato", confessou em declarações ao programa 'A Hora do Presidente', da Sporting TV.

"Ele dizia que o sítio certo para responder era no jogo: teve três hipóteses mas respondi-lhe eu a ele. Espero que nunca, enquanto presidente do Sporting, a minha última entrevista do ano seja para ter uma verdadeira baboseira na capa de um jornal. Disse que o Sporting e eu íamos pagar... É tudo tão caricato que tenho de dizer que quando disse que ia rir... Isto não foi rir, foi contagiante. A minha família riu-se toda", prosseguiu o presidente leonino.

Bruno de Carvalho garante não estar preocupado com a comparação com os contratos dos outros, mas diz que este processo mostrou a grandeza do clube de Alvalade. "Não estou preocupado com a casa dos outros. Estou muito mais preocupado com o Sporting. Desde que cheguei ganhámos uma Taça e Supertaça mas ainda não fomos campeões. E quando não há esses títulos há muita coisa que é questionada. Mas somos gigantes e isso vê-se a nível de associados e no contrato que fez. Demonstrámos claramente a nossa real dimensão, que não é condizente com os títulos que ganha. Queremos ganhar rapidamente para que a dimensão em quanto marca vá ser alavancada".

Os erros de Pedro Proença, segundo Bruno de Carvalho

Depois centralizou atenções em Pedro Proença, presidente da Liga."Quando tem um programa que se baseia na centralização dos direitos, se há um que salta fora - e ainda por cima saltou fora para secar o mercado - devia ter sido criticado. Não foi. Erro crasso. Ruiu toda a hipótese de centralização pois alguém "furou" e temos de ir todos à luta pelos seus direitos, sobrevivência e necessidades", confessou.

Para o líder leonino o tema dos vouchers não morreu e promete "lutar até à exaustão" para esclarecer um "assunto negro" para o futebol português: " Posso não ganhar tudo o que quero mas lutarei até à exaustão. Os vouchers são um assunto negro do futebol português e que queima as mãos das pessoas. Estamos a falar de ofertas, regulamentos, árbitros e observadores. Não pode cair no esquecimento."

E ainda a Doyen e a decisão do TAS de condenar o clube a pagar 12 milhões de euros ao fundo de investimento, que tinha parte da passe de Marcos Rojo, vendido ao Manchester United depois de Bruno de Carvalho rescindir o contrato com a Doyen: "Foi uma coincidência a decisão da Doyen ter saído depois do Sporting ter perdido o primeiro jogo do campeonato e por consequência a liderança; na altura, se me lembro, que éramos o único que não tínhamos apresentado os direitos... Saiu na altura em que eu, Sporting, e eu, presidente, estaria mais fragilizado. Acho curioso. Em segundo, acho que a decisão é hedionda. Era possível, eu avisei, mas hediondo."

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