Bruno de Carvalho "chateado" por ver números do contrato "escalpelizados"

Presidente do Sporting "respondeu" às dúvidas sobre o volume de negócio com a NOS

Bruno de Carvalho sentiu "necessidade" de esclarecer os adeptos sobre "as parangonas" criadas à volta dos valores do contrato assinado com a NOS esta terça-feira. "O comunicado está em português, de fácil compreensão. Não sei onde foram buscar namings. O volume de negócio é 515 milhões. É simples, o acordo envolve três entidades, NOS, PPTV e o Sporting. Simples. Há negócios que ninguém questiona e logo à partida é lindo e magnífico, não sabemos porquê", defendeu o presidente leonino depois do jogo com o Paços de Ferreira (3-1), em Alvalade.

Instigado a explicar individualmente o valor dos direitos televisivos, da publicidade nas camisolas ou da Sporting TV, por exemplo, o líder dos leões lembrou que "a primeira linha de publicidade está em qualquer negócio, tem o patrocínio e tem a exclusividade da Sporting TV. E a soma são 515 milhões de euros."

E qual o segredo para chegar a um contrato que pode ser histórico? "O Sporting não toma decisões com estados de alma. Estávamos a entender o que se estava a passar no mercado para, na altura certa, podermos finalizar o nosso negócio. Tem a ver com audácia. A sorte dá muito trabalho: aqui trabalha-se e o resto vem por acréscimo. O Sporting é uma marca e parceiro de referência nacional e internacional. É um clube muito grande. Ponto. Depois, é arregaçar as mangas e trabalhar. Não vai é, como nas últimas décadas, ser muito tímido e não ter audaz", respondeu. E prosseguiu:"Chateia-me ver tão escalpelizados os números do Sporting. Ninguém se preocupou em saber o custo dos ativos, quanto custa a Benfica TV, o Porto Canal? Quanto houve de comissões? Há liberdade para mexer no dinheiro? Aqui não houve comissões e o dinheiro é todo para o Sporting, o que tem a fazer é o que já tinha, cumprir a sua reestruturação financeira. Estou muito contente com o negócio e vou desejar o mesmo que o Jorge (Jesus) nas minhas 12 passas: que o Sporting seja campeão."

Quando ao destino do dinheiro, esse, ainda está por definir. "Se será para abater o passivo ou não, saberemos decidir na altura certa pelos administradores da SAD. Não tivemos por trás banco algum, estamos perfeitamente satisfeitos. Ainda sei fazer contratos, por isso... Se outro clube renegociar daqui a três anos o contrato, ficarei extremamente feliz", disse em resposta à cláusula que permite ao Benfica renegociar o contrato com a NOS, caso a operadora assinasse um acordo superior ao que fez com o clube da Luz.

Questionado sobre se o dinheiro pode ser utilizado para pagar à Doyen (clube perdeu processo no TAS e tem de pagar 12 milhões de euros ao fundo de investimento que tinha o passe de Rojo, vendido ao United em 2014), o presidente preferiu esclarecer outro assunto..."O Sporting não tem três dias para pagar como se diz. O recurso não tem efeito suspensivo, é uma verdade, mas há outros mecanismos. Fomos eleitos para resolver as questões, e assim o temos estado a fazer, nos nossos timings. E temos estado a resolver, e vamos resolver. Vou manter até ao fim que o Sporting tem toda a razão, ponto. E explicar a diferença entre rasgar contratos e cumprir a lei. O problema da Doyen não é ser um mau negócio: não cumpre a lei, numa visão jurídica e do Sporting", respondeu.

Quanto ao dossier Carrillo... está tudo na mesma: "Se há coisa que o Sporting não está desde que tomei posse é frágil, porque não entra em desespero nunca. O Carrillo está com um processo disciplinar, ele pode negociar com quem quiser, a lei o diz, mas o Sporting tem de receber uma carta a informar dessa negociação. É um dossier ao qual não nos esquivamos. Neste momento há 515 milhões para além do Carrillo para os sportinguistas passarem umas festas felizes e entrarem no novo ano animado."

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