O Sporting CP recebe esta quarta-feira, 29 de abril, o CD Tondela, às 20h15, no Estádio José Alvalade, em encontro em atraso da 26.ª jornada da Liga Betclic, num jogo com importância acrescida para as contas finais do campeonato e marcado pelo desgaste físico e mental que tem condicionado os leões nas últimas semanas. Na antevisão ao encontro, Rui Borges assumiu esta terça-feira, 28, que o principal desafio passa pelo estado emocional da equipa, alertando para a necessidade de foco perante um adversário motivado pela luta por pontos. “Essa é a parte mais importante. Ligar toda a gente para aquilo que é o jogo, frente a uma equipa que precisa de pontos. Com o novo treinador tem sido bastante mais audaz, que pressiona mais e se expõe mais. Tondela vai dar a vida pelos pontos, mas nós também vamos porque precisamos”, afirmou, mostrando confiança de que o grupo está “preparado para tentar levar este jogo de vencido”. O treinador leonino explicou ainda que a recente gestão do plantel, nomeadamente frente ao AVS, foi condicionada pelo desgaste acumulado, recusando que as opções tenham sido determinantes para o resultado: “Houve jogadores que não estavam capazes de dar o seu contributo por mais de 60 ou 70 minutos. As opções tinham de ser essas. Não ganhámos porque não fizemos golos. A equipa está muito desgastada e já não conseguia dar mais, mas ainda assim podíamos ter ganho o jogo”. Rui Borges reconheceu igualmente que a sequência competitiva recente teve impacto psicológico significativo no grupo. “O desgaste mental piora o físico. Quando podíamos ter feito ainda mais história mexeu um pouco conosco. Depois o jogo com o Benfica em que marcámos é anulado e sofremos logo a seguir. Veio depois o jogo com o FC Porto. Foi uma sequência com uma exigência e um desgaste tremendo”, sublinhou. O técnico não escondeu a frustração pelo afastamento da luta pelo título nas últimas semanas: “Infelizmente, nestas últimas semanas tiraram-nos da luta pelo tricampeonato. O FC Porto esteve lá em cima o tempo todo e está a uma vitória. Mas andámos sempre na luta e sinto muita confiança”. Ainda assim, garantiu que nunca responsabilizará os jogadores: “Jamais deixarei cair sobre os jogadores a culpa do que quer que seja e eles merecem todo o meu apoio”. Outro fator determinante tem sido o elevado número de lesões ao longo da época. Rui Borges admitiu que a situação condicionou a equipa, embora tenha distinguido entre problemas musculares e traumáticos: “Normal, não é. Mas há coisas que não controlamos. Tivemos muitas lesões traumáticas e condicionou-nos muito. Não vou estar aqui armado em maluquinho e a dizer que não aconteceu”. O treinador destacou ainda a crescente exigência do calendário competitivo: “Só se quiserem que tenhamos um plantel de 50 jogadores, porque há cada vez mais lesões e a sobrecarga a que os jogadores estão sujeitos é surreal”. Para o encontro com o Tondela, permanecem dúvidas em relação a Vagiannidis, Bragança e Diomande, enquanto Nuno Santos regressa às opções após ter voltado aos treinos antes do último jogo. Continuam indisponíveis Fresneda, Ioannidis, Inácio e Hjulmand. Apesar das dificuldades, Rui Borges garantiu que a mensagem transmitida ao grupo é de confiança total: “Sou sempre muito otimista. Eles sabem bem aquilo que representam e a responsabilidade que é representar o Sporting. Eu quero ganhar sempre, mas nem sempre é possível. Agora resta dar tudo e esperar para ver o que dá no fim”..Rui Borges acredita “muito” no título e assegura luta até ao fim