Ronaldo na frente da legião lusa em busca do enésimo recorde

Já sem clubes portugueses, quartos-de-final arrancam com uma mão-cheia de lusos ainda na luta pelo troféu - com Cristiano Ronaldo à cabeça, a tentar um histórico 5.º caneco

Títulos coletivos e individuais, distinções particulares, recordes de golos. A máquina desportiva Cristiano Ronaldo procura conduzir com a sua potência e produção de golos o Real Madrid ao terceiro título de campeão europeu consecutivo - o português tenta chegar ao quinto caneco e igualar o recorde de Seedorf na era Champions (desde 1992). Os quartos-de-final que arrancam amanhã vão testar a cepa do melhor do mundo (num reencontro com a Juventus), mas também o verdadeiro valor de equipas como o Manchester City (de Bernardo Silva) ou o Barcelona (de Nelson Semedo e André Gomes). O Sevilha de Carriço parte muito atrás - tem de dar um salto imortal da equipa que limpou três Ligas Europa para outra que possa sonhar aqui.

Melhor marcador de sempre (117 golos) e da atual temporada (12), Ronaldo, que detém o máximo de golos numa temporada (17, 2013-2014), procura ainda descolar de Iniesta como o jogador com mais finais ganhas neste século. Ambos conquistaram quatro (Piquet, Messi e Xavi também ganharam quatro, mas só alinharam em três finais).

O Juventus-Real Madrid é um bom ponto de partida para o lançamento dos quartos-de-final: é, provavelmente, o duelo mais palpitante desta ronda. E um tira-teimas da final de 2017. Para os italianos, que perderam de forma estrondosa: 4-1 com bis de CR7. Ronaldo é o único jogador de sempre a marcar em duas finais por equipas diferentes e soma quatro golos no jogo de clubes mais desejado do continente (estreou-se pelo Manchester United em 2008, final ganha nos penáltis ao Chelsea; em 2012, fechou no prolongamento as contas do 4-1 ao Atlético de Madrid; em 2016, ficou em branco nos 120 minutos, mas concretizou o penálti decisivo).

Outro confronto empolgante decide-se em Inglaterra. O Liverpool desafia o dominador Manchester City (se ganhar no sábado ao United, em casa, garante o título inglês com uma larga vantagem). Bernardo Silva, o outro dos cinco portugueses ainda em prova utilizado nos oito jogos da competição, pode começar a dourar o seu currículo, mas se o domínio do City na Ilha é avassalador, a Europa pode ainda não estar ao alcance do futebol bonito da equipa de Guardiola.

O Barcelona de Nelson Semedo (regressado de lesão) e André Gomes não tem as favas contadas, mas é claramente favorito frente à Roma. Pelo menos se demonstrar a autoridade com que domina a Liga. Ainda mais desequilibrado parece o duelo entre Sevilha e Bayern de Munique, com os alemães já quase campeões nacionais. Na equipa espanhola, Carriço tem pouco espaço nos planos de Vicenzo Montella (até porque só recentemente ficou disponível após uma prolongada lesão).

As análises das casas de apostas colocam nesta altura o Barcelona como favorito: por cada euro apostado, vale entre 3,5 e 3,7 de retorno. Segue-se o Manchester City, com 4 a 4,5, e o Bayern de Munique fecha o pódio: entre 4,5 e 5. O Real Madrid só vem depois dos bávaros, com 5 a 5,5. São muitos cincos na cabeça de Cristiano Ronaldo, que depois do triunfo do FC Porto, em 2004, tem sido a grande bandeira de Portugal na Champions

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