A Comissão Organizadora da 59.ª edição do Rali de Portugal anunciou esta sexta-feira, 8 de maio, estar a apurar as circunstâncias em que dois veículos, “incorretamente identificados como sendo da GNR”, entraram no percurso no decorrer da sétima especial da prova.Em comunicado, a Comissão Organizadora lembra que “o troço de Arganil 2 teve início esta sexta-feira às 12:30, perante milhares de espetadores que acompanhavam com entusiasmo a prova”. “Apesar de todo o dispositivo de segurança se encontrar plenamente operacional, verificou-se a entrada indevida de dois veículos não autorizados no percurso, veículos esses incorretamente identificados em alguns meios de comunicação como pertencendo à GNR”, lê-se.No mesmo documento enviado à agência Lusa, a Comissão Organizadora indica que “esta situação, cujas circunstâncias se encontram a ser apuradas, levou à interrupção do troço por decisão da organização, uma vez que a segurança de todos os envolvidos no WRC Rally de Portugal constitui prioridade máxima”. O piloto britânico Elfyn Evans (Toyota Yaris), primeiro em pista, deparou-se com um reboque automóvel ao quilómetro 16 do sétimo troço da prova, denominado Arganil 2, que acabou por se desviar à passagem do piloto.A organização acabou por retirar 4,6 segundos ao tempo de Evans nessa especial devido ao tempo perdido atrás do veículo não autorizado.Pouco depois, seria o sueco Oliver Solberg (Toyota Yaris) a relatar, no final do troço, ter-se deparado com uma militar da GNR a atravessar a pista a pé.Na mesma especial, o francês Yohan Rossell (Lancia Ypsilon) encontrou um outro veículo, que imagens transmitidas pela RTP mostrava utilizar sinais luminosos azuis.De acordo com a organização, o carro não era da GNR.Estas falhas de segurança estão, agora, a ser investigadas pela organização.