"Não estou envolvido e não cometi qualquer crime." Foi assim que Rafael Leão garantiu não estar envolvido no escândalo de prostituição que está a abalar Itália. Em comunicado, divulgado nas redes sociais, o jogador do AC Milan, pediu para que o nome dele deixasse de ser associado ao caso, "de forma arbitrária ou superficial, sem atenção à verdade e sem respeito pela vida privada", lembrando, que, antes de ser jogador de futebol, é uma pessoas com família e uma reputação.Segundo o jornal Gazzetta dello Sport, os jogadores de AC Milan, Juventus e Inter Milão, bem como do Sassuolo e Hellas Verona, estão a ser investigados por envolvimento neste esquema de prostituição. O nome de Rafael Leão, bem como o de Nuno Tavares e Danny Mota, apareceu numa lista de mais de 60 jogadores e ex-jogadores divulgada por vários Media italianos. Segundo as escutas reveladas há referência a um "Leão", que os investigadores da Guardia di Finanza, a polícia com competência de investigação contra o crime organizado, acredita tratar-se de Rafael Leão.O extremo do AC Milan e da seleção nacional garante ser "totalmente alheio aos factos objeto do inquérito" do Ministério Público de Milão. E revelou que ao seu advogado para agir "em todas as instâncias contra quem continuar a divulgar notícias falsas ou prejudiciais à sua reputação".A polícia italiana desmantelou uma rede de prostituição, que operava no centro de Milão e que teria vários futebolistas e empresários como clientes, de uma alegada empresa de promoção de eventos, que, segundo o Ministério Público de Milão, servia de fachada para serviços sexuais, que chegariam aos 200 mil euros.Em Itália, a prostituição não é crime, mas a organização e exploração de terceiros é ilegal e por isso a empresa é acusada de "exploração e cumplicidade na prostituição" e por organizar "festas de luxo" com profissionais do sexo, com uso de óxido nitroso (gás do riso), uma substância que causa euforia, indetetável nos habituais testes antidoping, mas com riscos para a saúde dos atletas.A operação das autoridades italianas terminou com a detenção de quatro pessoas, tidas como responsáveis do esquema milionário e acusadas de exploração sexual e lavagem de dinheiro. De acordo com a investigação, o volume de negócios era superior a 1,2 milhões de euros.