Rafa decide dérbi no último suspiro e dá vitória dramática ao Benfica em Alvalade
FILIPE AMORIM

Rafa decide dérbi no último suspiro e dá vitória dramática ao Benfica em Alvalade

Schjelderup marcou primeiro de penálti, Morita empatou na segunda parte, mas um golo aos 90+3 minutos selou o triunfo encarnado (2-1) num clássico intenso, marcado por VAR, oportunidades falhadas e emoção até ao fim.
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O Benfica venceu o Sporting por 2-1 em Alvalade, num dérbi intenso, emotivo e decidido apenas nos instantes finais, com Rafa a marcar já em tempo de compensação e a garantir um triunfo de peso para os encarnados, depois de Morita ter anulado na segunda parte a vantagem inicial alcançada por Schjelderup de grande penalidade ainda antes do intervalo. Num jogo marcado por decisões do VAR, oportunidades desperdiçadas, momentos de tensão e mudanças constantes no controlo da partida, o desfecho acabou por sorrir à equipa de José Mourinho, mais eficaz nos momentos determinantes.

A primeira parte começou a ritmo elevado e com sinais claros da intensidade típica de um dérbi. O Sporting dispôs de uma oportunidade soberana para inaugurar o marcador aos 16 minutos, quando foi assinalada grande penalidade por falta sobre Trincão. Chamado à conversão, Luis Suárez permitiu a defesa do guarda-redes encarnado, desperdiçando uma ocasião que poderia ter alterado o rumo do encontro desde cedo.

A resposta do Benfica foi rápida e eficaz. Aos 27 minutos, Schjelderup não falhou da marca dos onze metros e colocou as águias em vantagem, assinando o seu nono golo da temporada e dando maior tranquilidade à equipa visitante numa fase em que o jogo se tornava cada vez mais físico e fragmentado.

Até ao intervalo, multiplicaram-se as interrupções e os duelos intensos no meio-campo. Morita esteve particularmente interventivo nesse capítulo, enquanto Hjulmand viu cartão amarelo por protestos após uma falta sobre Prestianni. O Sporting tentou reagir, mas encontrou dificuldades para ultrapassar a organização defensiva do Benfica. Ainda assim, Pote ensaiou um remate perigoso em zona frontal e Trincão conseguiu enquadrar-se à entrada da área, escorregando no momento decisivo do disparo.

Do lado encarnado, a estratégia passou sobretudo por explorar as transições rápidas, aproveitando os espaços concedidos pela tentativa leonina de assumir o jogo. Já perto do intervalo, os visitantes reclamaram ainda uma grande penalidade sobre Ivanovic, num lance que gerou contestação. Nos quatro minutos de compensação, o marcador manteve-se inalterado.

MIGUEL A. LOPES

A segunda parte trouxe um Sporting mais pressionante e instalado no meio-campo adversário. A equipa de Alvalade assumiu a iniciativa e começou a criar situações de perigo com maior frequência, sobretudo através da dinâmica ofensiva de Geny Catamo e Maxi Araújo nas alas, enquanto Pote e Morita procuravam enquadramento em zonas interiores.

O empate surgiu com naturalidade aos 72 minutos. Debast encontrou espaço para cruzar com precisão e Morita apareceu ao segundo poste a elevar-se acima de Dedic para cabecear para o fundo das redes, relançando a discussão do resultado e devolvendo entusiasmo às bancadas.

Impulsionado pelo golo, o Sporting manteve a pressão e esteve perto de consumar a reviravolta. Trincão e Daniel Bragança tentaram a sorte de meia distância e Gonçalo Inácio ficou a centímetros do golo já dentro da pequena área. O Benfica respondeu sobretudo em transições rápidas, apostando na velocidade de Rafa e Lukebakio para explorar o espaço nas costas da defesa leonina.

Nos minutos finais, o encontro tornou-se mais aberto e imprevisível. Barreiro desperdiçou uma ocasião clara após cruzamento de trivela de Lukebakio e Pavlidis viu um remate bloqueado numa zona perigosa. Já em tempo de compensação, Rafael Nel chegou a introduzir a bola na baliza encarnada, mas o lance foi invalidado por fora de jogo.

MIGUEL A. LOPES

Quando o empate parecia definitivo, surgiu o momento decisivo do dérbi. Aos 90+3 minutos, Rafa iniciou uma jogada coletiva rápida que passou por Aursnes e Ríos antes de chegar a Barreiro, que assistiu de primeira o extremo português. Isolado em zona frontal, Rafa finalizou com frieza e garantiu o 2-1 para o Benfica.

Apesar da reação final do Sporting, com Trincão a ficar muito perto do empate num remate em arco já nos últimos instantes, Trubin segurou a vantagem encarnada. O apito final confirmou um triunfo dramático do Benfica em Alvalade, decidido no limite do tempo regulamentar e com forte impacto nas contas do campeonato.

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