Prestianni foi o homem do jogo com um golo e uma assistência.
Prestianni foi o homem do jogo com um golo e uma assistência.EDUARDO COSTA

Prestianni brilha e lidera reviravolta do Benfica nos Açores

Argentino marcou e ofereceu um golo a Pavlidis no triunfo das águias (2-1). Boa primeira parte não impediu derrota do Santa Clara, que chegou ao intervalo a vencer, com um golo de grande penalidade.
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Com um golo e uma assistência, Gianluca Prestianni foi decisivo para o triunfo do Benfica sobre o Santa Clara (2-1), esta segunda-feira, dia 26 de outubro, na nona jornada da I Liga. A equipa lisboeta esteve a perder, mas tal como em 2019/20 deu a volta ao marcador na 2.ª parte e acabou por vencer, numa ronda em que o Sporting perdeu com o Académico de Viseu (2-1). Com a derrota do Santa Clara, o campeão FC Porto é agora a única equipa invicta na I Liga 2026/27.

No Estádio de São Miguel, nos Açores, a má primeira parte do Benfica foi também mérito do Santa Clara, uma equipa que segue em 4.º lugar do campeonato, com os mesmos 18 pontos do 3.º, o Sporting, ao fim de nove jornadas. Petit é o treinador no ativo com mais tempo de I Liga e fez valer a experiência montando uma estratégia, bem destemida diga-se, na receção ao Benfica de Marco Silva. Com a iniciativa de jogo desde o início e uma boa circulação de bola, o Santa Clara ganhou a luta a meio campo e jogou em alta rotação, condicionando o jogo ofensivo do adversário, cortando os cainhos até Pavlidis - bem marcado por Emanuel Moreira - ou Prestianni, que viria a ser decisivo.

Aos 31 minutos, uma mão na bola de Lenglet deu a Fernando a oportunidade de inaugurar o marcador de grande penalidade. Um golo que colocou os açorianos em vantagem no jogo e num virtual segundo lugar do campeonato. Com 36% de posse de bola nos primeiros 45 minutos, o Santa Clara criou mais oportunidades de golo e fez mais remates à baliza (4 contra 1 do Benfica), justificando a vantagem ao intervalo.

Relembrar como foi em 2019/20...

Rafa Silva igualou o seu grande amigo Pizzi com 360 jogos pelo Benfica, mas após uma primeira parte desinspirada, já não voltou para o segundo tempo, dando lugar a Lukebakio. O treinador benfiquista optou por mexer na equipa porque, mais do que precisar de ideias novas, os encarnados precisavam de mais criatividade para romper a teia montada por Petit no primeiro tempo, e por isso também trocou Sudakov por Andreas Schjelderup, criando dinâmicas diferentes e sendo bem sucedido na missão.

Aos 62 minutos o Benfica chegou ao empate, após um trabalho espetacular de Prestianni, que fintou a presença do seu guarda-costas (Lucas Soares) e entrou na área para servir Pavlidis no coração da pequena área. O grego só teve de encostar a bola para a baliza e fazer o golo 50 no campeonato português e o 200 na carreira em 411 jogos.

Feito o empate era então a altura ideal para a equipa técnica benfiquista recorrer à tecnologia e aceder à estatística dos últimos três confrontos entre as águias e os açores e ver que o segundo golo seria uma questão de tempo. Sete minutos depois, Prestianni combinou com Lukebakio e aproveitou uma série de ressaltos para mirar a baliza de Lucas França e consumar a reviravolta no marcador. Tal como acontecera em 2019/20 os benfiquistas conseguir dar a volta.

O jogador argentino voltou assim a ser decisivo, com um golo e uma assistência para golo, mostrando nos Açores porque é considerado por muitos como o melhor jogador do campeonato de futebol, tal como destacou Marco Silva no final do encontro que terminou ... quentinho.

O jogo terminou com uma grande confusão e alguns confrontos físicos, com o árbitro Cláudio Pereira a distribuir cartões vermelhos, uma cena tantas vezes já vista nos relvados nacionais e que nada dignifica o futebol português que procura ser a sexta melhor liga em termos de ranking UEFA.

isaura.almeida@dn.pt

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