José Pereira da Costa, presidente da Mesa da Assembleia Geral do Benfica
José Pereira da Costa, presidente da Mesa da Assembleia Geral do BenficaFOTO: SL BENFICA

Presidente da AG do Benfica e a queixa da APAF contra Rui Costa: "Seria o cúmulo da desfaçatez, se fosse punido"

Em causa as críticas do presidente benfiquista à arbitragem de Gustavo Correia no Famalicão-Benfica, da 32.ª jornada da I Liga.
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José Pereira da Costa, presidente da Mesa da Assembleia Geral (MAG) do Benfica, considerou esta segunda-feira, 4 de maio, que seria “o cúmulo da desfaçatez” se o presidente do clube fosse punido, na sequência da queixa do setor da arbitragem (APAF).

“Seria irónico, trágico, mas também seria o cúmulo da desfaçatez, se, perante aquilo que se passou no sábado [no Famalicão-Benfica], fosse punido o presidente do Sport Lisboa e Benfica, em vez de se responsabilizar quem errou: o árbitro e o VAR”, disse Pereira da Costa, em entrevista à BTV.

José Pereira da Costa, presidente da Mesa da Assembleia Geral do Benfica
APAF faz participação disciplinar contra Benfica e presidente Rui Costa

O responsável da MAG encarnada reagiu poucas horas depois de a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) informar que vai submeter uma participação disciplinar contra o Benfica e o presidente do clube.

Em causa estão as declarações de Rui Costa após a visita de sábado do Benfica ao Famalicão, num jogo que terminou com um empate 2-2 e no qual terá ficado por assinalar uma grande penalidade contra os famalicenses.

“[A APAF] ao não responder à questão do que se passou no sábado, porque é que sucedeu aquele erro, tira o foco do erro, colocando-o nas palavras do presidente [Rui Costa], que, sublinho, apenas exteriorizou o sentimento de milhões de benfiquistas”, acrescentou Pereira da Costa.

O dirigente disse ainda não compreender a razão pela qual não são divulgadas atualmente as comunicações áudio entre árbitros e VAR.

“Há um erro primário, e o VAR, que serve exatamente para corrigir esse erro primário, não o corrigiu. Onde é que estão as comunicações entre árbitro e VAR que nos permitem perceber o que se passou no sábado?”, questionou.

Pereira da Costa sublinhou, lembrando o contexto em que se defende a internacionalização do futebol português, que o Benfica defende medidas concretas e uma delas é a publicação dos áudios e nomeadamente do lance ocorrido em Vila Nova de Famalicão.

“A publicação dos áudios é, absolutamente, essencial, para percebermos o que se passou naquele minuto perante a análise daquele episódio em concreto. Também é evidente que percebermos quais são os critérios de avaliação, e depois a publicação das avaliações dos árbitros, através dos relatórios respetivos e da perceção de notação dos árbitros, da classificação, é absolutamente, essencial”, referiu.

Na base da queixa da APAF junto do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol estão, por um lado, as declarações proferidas por Rui Costa no sábado, após o empate dos ‘encarnados’ na visita ao Famalicão (2-2), para a 32.ª e penúltima jornada do campeonato.

O dirigente criticou a atuação da equipa de arbitragem liderada por Gustavo Correia e acusou o ‘juiz’ da associação do Porto de ter prejudicado o Benfica na luta pelo acesso à Liga dos Campeões - só o recém-campeão português FC Porto tem vaga direta na fase de liga, enquanto o segundo classificado poderá ter de disputar pré-eliminatórias.

“O Benfica já não tinha a capacidade de ser campeão, mas está a lutar pela [entrada na] Liga dos Campeões e o árbitro impediu. Ninguém tem o direito de decidir campeonatos ou classificações sem ser os jogadores e os treinadores”, contestou Rui Costa, mencionando alguns lances polémicos.

A participação da APAF também incide sobre o Benfica, devido a uma publicação lançada nas redes sociais depois do fim do encontro, na qual o clube oferecia o prémio de ‘Homem do Jogo’ à equipa de arbitragem.

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