António Garrido é até ao momento o mais bem sucedido entre os oito árbitros portugueses designados para os Campeonatos do Mundo de Futebol, pois entre os três jogos que realizou conseguiu ser nomeado para o jogo de atribuição do terceiro lugar do Mundial 1982, disputado em Espanha, ganho pela Polónia frente à França, por 3-2, em Alicante. No entanto, a história até podia ter sido mais bonita, pois na altura havia a convicção de que Garrido iria dirigir a final de Madrid no caso de a seleção brasileira chegar a esse jogo decisivo.As probabilidades eram altas, até porque o Brasil de Zico, Sócrates, Falcão e companhia encantava nos relvados espanhóis, mas acabou por ser travado pela Itália, que acabaria por se sagrar campeã do mundo diante da República Federal da Alemanha (RFA), num jogo que foi dirigido pelo brasileiro Arnaldo Cezar Coelho, que assim compensou a desilusão da seleção canarinha.Depois desse marco, o mais longe que os árbitros portugueses chegaram foi aos quartos de final por Carlos Valente (1990) e Olegário Benquerença (2010).No total, apenas 20 jogos das 22 fases finais foram arbitrados por portugueses, tendo Vieira da Costa tido a honra de ser o primeiro a fazê-lo, no quinto torneio da história, realizado na Suíça em 1954. Foi num RFA-Turquia (4-1) da fase de grupos, realizado em Berna.Dos oito árbitros portugueses presentes nos Mundiais apenas quatro conseguiram estar em duas fases finais, Joaquim Campos (1958 e 1966), António Garrido (1978 e 1982), Carlos Valente (1986 e 1990) e, finalmente, Vítor Pereira (1998 e 2002), que é até agora aquele que mais partidas dirigiu, com quatro.O dia 29 de junho de 2014 marcou a última vez que um português pisou um relvado de um Campeonato do Mundo, foi Pedro Proença, atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol, na Arena Castelão, em Fortaleza, numa partida dos oitavos de final que os Países Baixos venceram o México, por 2-1.