Quando Vítor Pereira chegou ao Nottingham Forest, a equipa ocupava uma zona delicada da tabela e apresentava sinais claros de dificuldade competitiva, temendo-se que a permanência não fosse alcançada. Até então, os três treinadores anteriores tinham somado 27 pontos, uma média de 1,04 por jogo, registo que colocava o clube no 17.º lugar da Premier League no momento da chegada do técnico português.O impacto foi imediato. Nos 12 jogos de Premier League sob o comando de Vítor Pereira, o Forest somou 17 pontos, com uma média de 1,42 pontos por partida. Nesse período, a equipa terminou no 9.º lugar da classificação parcial do campeonato, sinal de uma recuperação sustentada e de uma mudança clara no rendimento coletivo.A transformação foi particularmente evidente no plano ofensivo. O Nottingham Forest marcou 23 golos nestes 12 jogos, registo igual ao do Manchester City de Pep Guardiola no topo da Premier League durante o mesmo período. Para uma equipa que, antes da chegada de Vítor Pereira, tinha apenas 25 golos marcados em toda a competição — o 19.º pior registo da liga —, a evolução foi expressiva.Também a diferença de golos ilustra a mudança de patamar competitivo. Com Vítor Pereira, o Forest apresentou um saldo positivo de +10 golos, o terceiro melhor da Premier League neste intervalo, apenas atrás de Arsenal e Manchester City, ambos com +12. A equipa sofreu 13 golos, o 7.º melhor registo defensivo do campeonato nesse período, confirmando um equilíbrio que foi além da melhoria ofensiva.Outro dado relevante surge nas bolas paradas. O Nottingham Forest marcou cinco golos nesse capítulo, ficando empatado no 4.º lugar da Premier League durante este ciclo, e sofreu apenas um golo de bola parada, o segundo melhor registo da competição, ao lado do Arsenal e apenas atrás do Fulham de Marco Silva, que não sofreu qualquer golo.A época ficou ainda marcada pela campanha europeia. O Forest atingiu as meias-finais pela primeira vez desde 1984, depois de eliminar Fenerbahçe, Midtjylland e FC Porto, num percurso que reforçou a dimensão da recuperação conduzida pelo treinador português.Entre a Premier League e a Europa, Vítor Pereira conseguiu mais do que garantir a permanência. Reorganizou a equipa, elevou a produção ofensiva, estabilizou comportamentos defensivos e devolveu ao Nottingham Forest uma competitividade que parecia distante antes da sua chegada.