Neymar. O ás de Antero para colocar o PSG no top

Negócio recorde está quase fechado, com escala no Porto. Neymar sai da sombra de Messi e Paris recebe uma estrela capaz de alimentar o projeto delineado pelo português

Se, ano após ano, desde 2011-12, têm faltado trunfos ao Paris SG para transformar em títulos europeus o investimento milionário dos donos qataris, agora o renovado projeto parisiense - delineado por Antero Henrique - parece ter garantido o ás que há muito procurava. Após semanas de especulação, Neymar vai reforçar o clube francês. E o Barcelona recebe os 222 milhões de euros da cláusula de rescisão, valor que bate por larga margem o recorde da maior transferência de sempre.

O negócio ficou praticamente fechado ontem, apesar da resistência do Barcelona e da própria Liga espanhola - que acusa o Paris SG de "doping financeiro". Neymar, de 25 anos, sai da sombra de Messi e do espartilho do tridente MSN (Messi, Suárez, Neymar), para uma equipa e um campeonato onde será o único astro-rei. E o vice-campeão gaulês (destronado neste ano pelo Mónaco, ao fim de quatro títulos consecutivos) recebe uma estrela capaz de alimentar a sua ambição de domínio do futebol mundial.

A transferência tem a assinatura de Antero Henrique, "o português silencioso, que chegou a Paris com o objetivo de contratar um craque mundial" - como lhe chama o jornal espanhol El Confidencial. O novo diretor desportivo do Paris SG (que passou 26 anos ao serviço do FC Porto e chegou em 2017 ao clube francês) procurava uma vedeta para liderar mais uma investida parisiense em busca do título europeu (a equipa nunca foi além dos quartos-de-final da Liga dos Campeões, na presidência do qatari Nasser al--Khelaifi). Falou-se de Alexis Sánchez (Arsenal) e Mbappé (Mónaco), mas o dirigente transmontano foi mais além, assegurando o principal candidato a suceder ao duopólio Messi/CR7 no trono do futebol mundial.

A operação de sedução, encabeçada por Maxwell (ex-jogador do PSG, agora assistente de Antero) e tendo como isco a larga falange brasileira do plantel parisiense (Marquinhos, Thiago Silva, Thiago Motta, Lucas e Dani Alves), foi bem-sucedida. Ontem, já depois de se ter despedido dos colegas em Camp Nou - "foi um prazer enorme ter partilhado estes anos contigo", disse Lionel Messi, nas redes sociais -, Neymar viajou para o Porto, com o pai e com o agente Wagner Ribeiro, para ultimar os detalhes do negócio e fazer exames médicos, abandonando a cidade ao início da noite.

Então, perante a intransigência do futebolista, já o clube catalão admitira a transferência, desde que pelo valor da cláusula de rescisão - 222 milhões de euros, mais do dobro da transferência recorde de Pogba da Juventus para o Manchester United no ano passado (ver à direita). "O PSG vai pagar a cláusula de Neymar e apresentá-lo no final da semana", confirmou Wagner Ribeiro. A apresentação deverá acontecer antes do pontapé de saída do clube na liga francesa - sábado, às 16.00, no Parque dos Príncipes, frente ao Amiens.

Neste cenário, a Liga espanhola não se resigna perante a saída de uma das suas principais estrelas. "Se o PSG pagar a cláusula, não a aceitaremos. É um clube que não cumpre as normais e as leis", disse o líder do organismo, Javier Tebas, ao jornal As, acusando o emblema francês de não cumprir as regras de fair play financeiro e prometendo queixar-se à UEFA, à justiça desportiva e às autoridades europeias.

Todavia, a transferência parece mesmo certa. Resta saber se, perante as vendas que terá de fazer para equilibrar as contas (Dí Maria, Pastore, Lucas, Draxler...?), o PSG guardará trunfos suficientes para acompanhar o ás Neymar. Com D.P.

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