Mourinho bate Carvalhal antes do dérbi que pode valer título a Guardiola

United bate Swansea e City derrota Everton. No sábado, o dérbi de Manchester pode valer campeonato à equipa de Guardiola

O Manchester United defrontou o Swansea duplamente pressionado: tinha de vencer para recuperar o 2.º lugar ao Liverpool e adiar os festejos de campeão do rival Manchester City. E no encontro entre técnicos portugueses (José Mourinho, United; Carlos Carvalhal, Swansea - que deram um show conjunto na conferência de imprensa), os red devils venceram por 2-0. Como o City também ganhou (fora, por 3-1, ao Everton), no próximo sábado (17.30) o dérbi de Manchester é ainda mais picante, uma vez que uma vitória da equipa de Pep Guardiola em casa frente ao vizinho garante a conquista do campeonato aos citizens.

A tarde começou por confirmar o quadro de pressão do United, com o Liverpool a sair de Londres vitorioso frente ao Stoke City, por 2-1 (a reviravolta foi assinada por Salah aos 84 minutos). A equipa de Jurgen Klopp subiu momentaneamente ao 2.º lugar. Mas por pouco tempo.

Em Old Trafford, a equipa de Mourinho fez uma primeira parte muito boa, liderada por Lingard. E, em 20 minutos, o encontro ficou decidido com dois passes do médio inglês a proporcionarem finalizações de Lukaku (cinco minutos, o centésimo golo na Premier League) e de Alexis Sánchez (20).

A segunda parte do United foi mais fraca. Ou, então, foi um período em que o Swansea foi mais forte, obrigando David de Gea a duas defesas exigentes.

Acabado o jogo e a discussão competitiva, Mourinho resolveu chamar Carlos Carvalhal para a mesa onde falava em conferência de imprensa. "Embora", desafiou em português. E depois, já em inglês, brincou com o compatriota: "Dá bolos à malta."

"A primeira parte foi perfeita", definiu o treinador do United. "Mais um golo e o jogo teria ficado logo arrumado. A primeira parte foi das melhores que jogámos aqui. Eles não passaram a linha do meio--campo, não fizeram qualquer remate. Chegámos rapidamente a zonas perigosas", explicou, concluindo: "A segunda parte foi diferente. Em primeiro lugar há que dar mérito ao Carlos, que melhorou a equipa ao intervalo."

Carlos Carvalhal só não gostou, mesmo, do resultado. "Se fizemos isto contra o Manchester United, podemos fazer contra outras equipas e operar o milagre de permanecer na Premier League", analisou o treinador do Swansea, que segue com três pontos à maior da primeira equipa abaixo da linha de despromoção.

"Há momentos importantes nos jogos e aqui houve duas defesas importantes do De Gea, porque se tivéssemos marcado numa dessas ocasiões sei que teríamos posto Old Trafford muito nervoso. Não estou satisfeito com o resultado, mas estou muito contente com a nossa segunda parte, porque é assim que queremos jogar", concluiu.

Em Liverpool, como era mais ou menos provável, o Manchester City não tirou o pé do acelerador frente ao Everton. Até ao intervalo, construiu uma margem indestrutível de três golos, com assinaturas de Sané (4), Gabriel Jesus (12) e Sterling (37). Na segunda parte, os toffees apenas conseguiram atenuar o castigo da equipa que lidera a Premier League com punho de ferro.

Foi a 50.ª vitória de Pep Guardiola no comando do City. E conseguiu-a ao jogo 69. Melhor do que isto só José Mourinho, que chegou à meia centena de triunfos em 63.

Com 21 pontos em disputa e 16 de avanço sobre o United, a equipa de Guardiola pode chegar ao título de forma ainda mais saborosa. Ganhando no sábado na receção ao rival, garante as faixas de campeão. O eventual triunfo do City deixaria a equipa com 19 pontos de avanço sobre o United, com apenas 18 por disputar. O Liverpool já não ameaça estas contas, porque tem um jogo a mais e aritmeticamente não pode impedir os citizens de fazerem a festa.

Mas na quarta-feira Jürgen Klöpp pode tentar fazer mossa ao poderoso City, quando receber a equipa de Guardiola na primeira mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões.

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