Melhores surfistas nacionais em ação no norte

Zubizarreta é o líder, seguido de Vasco Ribeiro e José Ferreira. Nas senhoras, Carol e Camilla Kemp repartem 1.º lugar

A terceira etapa da Liga Moche, competição nacional de surf, começa hoje (9.00) na praia de Leça da Palmeira, e decorrerá até domingo entre o Porto e Matosinhos. Após a subida ao pódio do espanhol Gony Zubizarreta, residente na Ericeira há alguns anos, na prova inaugural do calendário, que decorreu em Ribeira D"Ilhas (Ericeira), e da chegada atrasada mas triunfante ao circuito de Frederico Morais, atual campeão nacional, com a vitória na Costa da Caparica, os melhores surfistas portugueses encontram-se agora pelo norte do país, que será certamente palco de mais uma etapa muito disputada.

O destaque da primeira fase da competição masculina vai para os top seeds, Frederico Morais, Vasco Ribeiro, Tiago Pires e José Ferreira, que irão competir na primeira, oitava, nona e 16.ª baterias, respectivamente. Outro a ter atenção é João Guedes, campeão nacional em 2009 e um dos expoentes máximos do surf nortenho.

Atualmente com 30 anos, João conta que foi entre a Praia Internacional (Porto) e Leça da Palmeira (Matosinhos) - os dois palcos desta prova, o Sumol Porto Pro - que aprendeu a surfar com o pai. Como este desporto se tem vindo a desenvolver mais rápido no sul do país, João recorda que durante "largos anos era o único surfista a representar o Porto na liga nacional", mas sublinha que isso nunca foi entrave para as suas aspirações.

"Nunca senti pressão acrescida, foi uma coisa natural. Na altura dos Esperanças havia um grupo de surfistas que competia com assiduidade, mas na transição para a categoria open muitos largaram a competição", explica o atual 12.º do ranking. O surfista diz mesmo que "ser do Porto" era algo que o orgulhava muito. "Aliás, qualquer pessoa do Porto orgulha-se disto (risos)! Mas, confesso, gostava de ter tido mais companhia nas andanças nacionais", referiu.

Com uma nova geração de surfistas portuenses a aparecer, João defende que, comparativamente ao que tinha na altura, "oportunidades e condições não faltam" para que estes possam competir ao mais alto nível nacional - "É só quererem!". E se este cenário, por um lado, não para de se replicar ao longo da nossa costa, do oposto, ou seja, entre os mais velhos, a vontade continua. Um exemplo é o regresso à competição de Gustavo Gouveia, ex-top nacional, que vai competir na 15.ª bateria contra Ruben Gonzalez, também ele outro veterano e o surfista com mais título nacionais de sempre (quatro), Pedro Rua e Alexandre Grilo.

"Este ano voltei à competição e só falhei as primeiras etapas da Liga por motivos de trabalho. O meu objetivo é voltar a sentir-me ativo e bem com meu surf, por isso não me sinto nervoso nem tenho expetativas. Aproveito para rever amigos e ver como estão a surfar, o que puxa também por mim. Como diz o meu irmão (Fábio Gouveia, ex-surfista da elite mundial), a competição ajuda a manter a motivação para surfar e a não deixar que o surf morra dentro de nós", explica "Guga", que mora no Algarve.

Quanto ao ranking, quem prossegue na liderança é Zubizarreta, seguido de Vasco Ribeiro e com José Ferreira a fechar o pódio. Frederico Morais, que esteve ausente na primeira prova, é 11.º, mas está em grande forma. Já nas senhoras, Carol Henrique e Camilla Kemp repartem o primeiro lugar, seguidas de Teresa Bonvalot na 3.ª posição. "Adoro ir ao Porto. É uma cidade que gosto imenso, mesmo só para visitar. Para surfar, é ótimo porque tem imensos picos bons. Acho que vai ser uma etapa muito gira porque tem sempre muito público na praia apoiar-nos", diz Camilla, vencedora em Ribeira D"Ilhas.

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