A ligação familiar e emocional foi determinante para Carlos Carvalhal voltar ao ativo e treinar o Famalicão. O treinador tinha feito uma pausa na carreira por questões familiares, mas não resistiu ao convite do clube de Vila Nova de Famalicão, terra do pai, a quem o técnico tem dedicado atenção especial, desde que soube que ele sofre de demência.“Metade do sangue que me corre nas veias é de Famalicão. Gostava muito de lhe dar uma grande alegria. Neste momento, está muito contente, mas espero que, no final da época, fique ainda mais contente. Fiquei extremamente satisfeito quando tive oportunidade de dizer ao meu pai: "Pai, vou treinar o clube da tua terra". E ele: "Vais para o Famalicão?". "Vou". E ele ficou todo contente. Isso para mim é algo muito importante no meu íntimo e que vou transportar durante toda a época. Dentro das possibilidades do meu pai, tem perceção do que se vai dizendo, gostava muito de lhe dar uma alegria grande. Vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para que conseguir que ele fique contente", contou o treinador que esta segunda-feira, dia 13 de julho, foi apresentado como treinador do Famalicão para a temporada 2026/27.“Contem com o Famalicão para estragar algumas coisas em alguns campos. O objetivo é tornar a equipa competitiva e que não tenha medo de jogar em campo nenhum, nem contra qualquer adversário”, disse o sucessor de Hugo Oliveira, que saiu do clube para treinar os franceses do Estrasburgo. “A intenção é aproveitar tudo aquilo que entendemos que estava bem feito e criar a nossa matriz. Num primeiro momento, será uma linha de continuidade, embora seja natural que apareçam coisas diferentes”, explicou, confessando ter "muita vontade de trabalhar"..A estrutura do clube - Miguel Ribeiro, presidente da SAD do Famalicão, e André Vilas Boas, o diretor desportivo -, bem como a qualidade das instalações, a paixão dos adeptos e o potencial da formação e do plantel ajudaram-no a dizer sim ao projeto.O clube que ficou às portas da qualificação para as competições europeias, após o histórico quinto lugar na I Liga 2025/26, e procura dar continuidade ao projeto desportivo e continuar a impulsionar o crescimento do clube, com a ajuda do experiente treinador com mais de 25 anos de carreira.Entre 2001 e 2003, Carlos Carvalhal treinou o Leixões e chegou à final da Taça de Portugal a competir na III Divisão. Em 2003/04 ajudou à subida à I Liga do Vitória de Setúbal, clube onde venceu uma Taça da Liga em 2007 na sua segunda passagem pelo Bomfim. Treinou também o Sp. Braga, onde, na sua segunda passagem pelo clube, em 2020, conquistou a Taça de Portugal, depois de na época anterior ter ajudado o Rio Ave a alcançar a melhor época da história do clube, um quinto lugar na I Liga.O percurso internacional tem passagens pelo Beşiktaş (2011/12), Sheffield Wednesday (2015/17), Swansea City (2017/18), Celta de Vigo (2022/23), Olympiacos (2024). .Carlos Carvalhal deixa o comando técnico do SC Braga.Carlos Carvalhal, o carrasco do Benfica que procura voltar a fazer história