José Cabeça fecha Jogos com 99.º lugar nos 10 km livres, no esqui de fundo
Alex Slitz

José Cabeça fecha Jogos com 99.º lugar nos 10 km livres, no esqui de fundo

Prova ficou marcada por queda do português nos primeiros metros; Klaebo iguala recorde de ouros em Jogos Olímpicos
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José Cabeça terminou esta sexta-feira a participação nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 com um 99.º lugar na prova de 10 quilómetros em estilo livre, realizada no Tesero Cross-Country Stadium, em Itália. 

O esquiador português viu a sua corrida ficar irremediavelmente marcada por uma queda logo nos primeiros metros, que afetou o seu rendimento até final.

Com o dorsal 98, o atleta concluiu a distância em 27.00,8 minutos, ficando a 6.24,6 do vencedor da prova, o norueguês Johannes Klaebo, que registou 20.36,2. O francês Mathis Desloges assegurou a medalha de prata, com 20.41,1, enquanto o bronze foi para o também norueguês Einar Hedegart, que terminou em 20.50,2. Entre os 113 atletas à partida, 111 cortaram a meta.

A vitória permitiu a Klaebo conquistar o terceiro ouro nesta edição dos Jogos e alcançar a oitava medalha de ouro olímpica da carreira, igualando o máximo histórico de triunfos em Jogos de Inverno.

Para José Cabeça, de 29 anos, esta foi a segunda presença olímpica, depois da estreia em Pequim 2022, onde foi 88.º classificado nos 15 km em estilo clássico. Em Milão-Cortina 2026, já tinha obtido o 91.º lugar na prova de sprint clássico.

Em declarações ao Comité Olímpico de Portugal (COP), o esquiador explicou que o incidente ocorreu numa zona rápida do percurso: “Infelizmente, quando tentamos ser bons, temos de arriscar e eu, se calhar, arrisquei um pouco demais. Na primeira curva mais rápida tive uma queda mais ou menos a 50 km/hora. Fui catapultado com o peito para a parte dura da pista, no interior da curva. Infelizmente caí e fiquei cerca de 20, 30 segundos a tentar voltar a conseguir respirar. Depois disso, tentei dar o máximo para conseguir recuperar.”

O impacto teve consequências imediatas na sua capacidade física ao longo da prova. “Fiquei muito aquém de todo o trabalho que fiz e muito aquém do nível que tenho apresentado nesta época. Eu dei o máximo que tinha, mas, infelizmente, quando não se consegue respirar, é um bocadinho complicado puxar, embora durante as partes planas tenha conseguido esquiar bem. Durante as subidas sofri bastante e não consegui estar ao mais alto nível”, afirmou ao COP.

Apesar do desfecho, o atleta mostrou-se determinado em continuar a evoluir. “Agora é tentar recuperar, tentar ver o que se passa comigo e com o meu tórax. Depois disso é recuperar e continuar a trabalhar, porque eu sei que um dia hei de estar no topo. Ainda não foi desta vez, mas eu vou lá chegar, não tenho dúvida nenhuma. Queria agradecer todo o apoio, todas as mensagens e vamos voltar mais fortes para realmente fazer um resultado de relevo para Portugal e pôr Portugal no mapa do Esqui de Fundo”, concluiu.

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