José Cabeça terminou esta sexta-feira a participação nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 com um 99.º lugar na prova de 10 quilómetros em estilo livre, realizada no Tesero Cross-Country Stadium, em Itália. O esquiador português viu a sua corrida ficar irremediavelmente marcada por uma queda logo nos primeiros metros, que afetou o seu rendimento até final.Com o dorsal 98, o atleta concluiu a distância em 27.00,8 minutos, ficando a 6.24,6 do vencedor da prova, o norueguês Johannes Klaebo, que registou 20.36,2. O francês Mathis Desloges assegurou a medalha de prata, com 20.41,1, enquanto o bronze foi para o também norueguês Einar Hedegart, que terminou em 20.50,2. Entre os 113 atletas à partida, 111 cortaram a meta.A vitória permitiu a Klaebo conquistar o terceiro ouro nesta edição dos Jogos e alcançar a oitava medalha de ouro olímpica da carreira, igualando o máximo histórico de triunfos em Jogos de Inverno.Para José Cabeça, de 29 anos, esta foi a segunda presença olímpica, depois da estreia em Pequim 2022, onde foi 88.º classificado nos 15 km em estilo clássico. Em Milão-Cortina 2026, já tinha obtido o 91.º lugar na prova de sprint clássico.Em declarações ao Comité Olímpico de Portugal (COP), o esquiador explicou que o incidente ocorreu numa zona rápida do percurso: “Infelizmente, quando tentamos ser bons, temos de arriscar e eu, se calhar, arrisquei um pouco demais. Na primeira curva mais rápida tive uma queda mais ou menos a 50 km/hora. Fui catapultado com o peito para a parte dura da pista, no interior da curva. Infelizmente caí e fiquei cerca de 20, 30 segundos a tentar voltar a conseguir respirar. Depois disso, tentei dar o máximo para conseguir recuperar.”O impacto teve consequências imediatas na sua capacidade física ao longo da prova. “Fiquei muito aquém de todo o trabalho que fiz e muito aquém do nível que tenho apresentado nesta época. Eu dei o máximo que tinha, mas, infelizmente, quando não se consegue respirar, é um bocadinho complicado puxar, embora durante as partes planas tenha conseguido esquiar bem. Durante as subidas sofri bastante e não consegui estar ao mais alto nível”, afirmou ao COP.Apesar do desfecho, o atleta mostrou-se determinado em continuar a evoluir. “Agora é tentar recuperar, tentar ver o que se passa comigo e com o meu tórax. Depois disso é recuperar e continuar a trabalhar, porque eu sei que um dia hei de estar no topo. Ainda não foi desta vez, mas eu vou lá chegar, não tenho dúvida nenhuma. Queria agradecer todo o apoio, todas as mensagens e vamos voltar mais fortes para realmente fazer um resultado de relevo para Portugal e pôr Portugal no mapa do Esqui de Fundo”, concluiu. .José Cabeça termina Sprint em 91.º na estreia olímpica em Milão-Cortina