João Nuno
João NunoHUGO DELGADO/LUSAJo

João Nuno deixa comando do Estrela da Amadora ao fim de seis meses

Eleva-se assim para 11 as mudanças de comando técnico na edição 2025/26 da I Liga de futebol.
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O treinador João Nuno deixa o comando do Estrela da Amadora com efeitos imediatos após seis meses à frente dos ‘tricolores’, confirmou esta segunda-feira à Lusa fonte da SAD do clube da I Liga de futebol.

A mesma fonte esclareceu que o técnico de 40 anos, natural do Montijo, ainda negoceia os termos relativos ao acordo para a rescisão contratual, mas a mudança no comando técnico é um dado adquirido e será oficializada na terça-feira.

João Nuno chegou proveniente do Belenenses, que milita na Liga 3, para substituir José Faria no final de setembro, deixando agora o Estrela da Amadora no 15.º lugar da I Liga, com 28 pontos - precisamente a posição em que a equipa terminou a prova na época anterior, então com mais um ponto.

No comando técnico do Estrela da Amadora, o treinador cumpriu um total de 25 partidas, 24 das quais para a I Liga e uma eliminatória relativa à Taça de Portugal, nas quais alcançou cinco vitórias, seis empates e 14 derrotas, deixando o comando técnico em aberto a três jornadas do final do campeonato, nas quais o emblema ‘tricolor’ ainda procura garantir a permanência no escalão maior do futebol português.

No domingo, a formação amadorense perdeu em casa, por 2-1, com o líder FC Porto, que ficou a um triunfo de consumar a conquista do título de campeão.

O Estrela está apenas dois pontos acima da posição de play-off de manutenção, o 16.º posto, que é ocupado pelo Casa Pia, sendo que os 'gansos' até podem ultrapassar os 'estrelistas', caso vençam hoje em casa do Gil Vicente, no fecho da 31.ª ronda.

Na próxima jornada, o conjunto da Amadora desloca-se ao terreno do Moreirense, antes de receber o Famalicão e encerrar o campeonato em casa do Sporting de Braga.

São 11 as trocas de técnicos

Contas feitas, são já 11 as trocas de técnicos nesta edição da I Liga. A saída de João Nuno acontece praticamente um mês depois de o italiano Cristiano Bacci, veiculado como próximo treinador do Estrela da Amadora, ter abandonado o Tondela, que nomeou Gonçalo Feio, outro estreante na I Liga, como terceiro técnico de uma temporada iniciada com Ivo Vieira.

Antes do Estrela da Amadora e do Tondela, o AVS, 18.º e último classificado e já despromovido ao segundo escalão, foi o primeiro clube a protagonizar duas mudanças de treinador, ao começar com José Mota e terminar sob alçada de João Henriques, por entre uma breve passagem de João Pedro Sousa, antecedida pela transição interina com Fábio Espinho.

O Casa Pia também teve três técnicos efetivos, mas Gonçalo Brandão integrou uma equipa multidisciplinar, que sucedeu a João Pereira, na primeira troca nos bancos em 2026, e seria substituído por Álvaro Pacheco.

Ao contrário da época passada, marcada pelo inédito pleno de alterações técnicas dos três ‘grandes’ na mesma edição da I Liga, o FC Porto e o bicampeão nacional Sporting mantiveram o italiano Francesco Farioli e Rui Borges, respetivamente, enquanto o Benfica fez regressar José Mourinho para o lugar de Bruno Lage, na sequência da derrota com os azeris do Qarabag, na estreia na fase de liga da Liga dos Campeões, em setembro.

Essa troca aconteceu depois da quinta jornada - tal como a saída de José Faria do Estrela da Amadora -, numa temporada em que houve igualmente mudanças singulares no Santa Clara, com Petit a render Vasco Matos, e no Vitória de Guimarães, face à promoção de Gil Lameiras da equipa B vimaranense como sucessor de Luís Pinto, após o êxito na Taça da Liga.

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