O Irão arrancou um empate 2-2 com a Nova Zelândia, em jogo do grupo G do Mundial 2026, que se realizou na madrugada desta terça-feira, 16 de junho, no Estádio SoFi, em Inglewood, na Califórnia.Foi uma autêntica aventura aquela que os iranianos nesta primeira incursão nos Estados Unidos, na sequência da guerra entre os dois países. A seleção do Médio Oriente, que foi forçada a montar o quartel-general no México, foi autorizada a entrar em solo norte-americano só para o jogo.A partida até começou melhor para os neozelandeses que abriram o marcador aos sete minutos por Elijah Just. Ainda assim, o Irão reagiu e empatou aos 32 por Ramin Rezaeian, resultado com que se atingiu o intervalo. No segundo tempo, repetiu-se o cenário, com a Nova Zelândia a voltar a marcar por Just (54') e Mohammad Mohebbi a fazer o empate aos 64 minutos.Após a partida, o selecionador iraniano Amir Ghalenoei revelou que tinha de deixar os Estados Unidos ainda antes do que estava planeado, o que prejudicou a recuperação dos jogadores."Não nos deram tempo para recuperar. Depois do jogo disseram-nos 'vocês têm de ir embora imediatamente'. Para nós é muito importante termos tempo de recuperação, mas pediram-nos para voltarmos ao avião e regressarmos a Tijuana. Estamos muito perturbados com tudo isto", disse, acrescentando que "o Irão é a equipa mais oprimida deste Mundial". "Honestamente não sei por que nos obrigam a regressar tão depressa. Penso que isto é tudo muito estranho, parece que outras pessoas estão a planear as coisas por nós, que as decisões estão a ser tomadas noutro lugar... Era suposto virmos duas noites antes do jogo, dormirmos cá e regressarmos apenas amanhã [esta terça-feira], por volta da hora do almoço. Não faço ideia o que aconteceu", lamentou Amir Ghalenoei.O selecionador revelou que muitos jogadores tiveram cãibras durante o encontro com a Nova Zelândia, algo que diz ser devido aos obstáculos burocráticos colocados à equipa. "Não fizemos as substituições por questões técnicas. O facto de atrasarem a nossa chegada e nos forçarem a sair mais cedo, sem tempo para recuperar, torna tudo muito mais difícil", sublinhou.A viagem de regresso ao México foi tudo menos fácil para os iranianos devido aos controlos fronteiriços demorados e complicados para alguns futebolistas, nomeadamente para o capitão Mehdi Taremi (antigo jogador do Rio Ave e do FC Porto) e para Saeed Al-Hawie, que atrasou ainda mais a viagem.Precisamente, Taremi revelou que a seleção iraniana recebeu no balneário Gianni Infantino, presidente da FIFA, logo após o jogo: "Ele quer ajudar-nos, mas há outras coisas na mesa. A FIFA tem de fazer mais. Tem sido tudo um desastre. Vamos ver o que acontece no futuro."A comunicação de Infantino aos jogadores e staff do Irão foi difundida nas redes sociais pela rádio francesa RMC Sport, tendo o presidente da FIFA expressado a sua simpatia pela atitude da seleção do Médio Oriente."Esta noite, foi um jogo difícil e, com um pouco mais de sorte, poderiam ter ganho. Mas pelas vossas famílias, amigos, povo e mundo, devem mostrar que estão no Campeonato do Mundo, que estão a competir, e ainda vos restam dois jogos. E nesses dois jogos que vos faltam, voltarão a encher o mundo de orgulho com o que fazem", disse Infantino, acompanhado pelo embaixador da FIFA, o antigo jogador Youri Djorkaeff."Eu sei e compreende pelo que estão a passar, mas vocês são mais fortes do que tudo. Estão a enviar uma mensagem forte ao mundo", sublinhou, recebendo o aplauso de toda a comitiva iraniana no balneário..Bélgica arranca Mundial com empate frente ao Egito.'Leão' Maxi Araújo salva Uruguai da derrota com Arábia Saudita no Mundial