Sporting de Braga ganha com tranquilidade ao Vitória de Setúbal

O Sporting de Braga venceu este sábado o Vitória de Setúbal por 3-1, na 22.ª jornada da I Liga de futebol, num jogo em que, dada a pouca oposição dos sadinos, não teve de fazer uma grande exibição

Os minhotos 'desforraram-se' das duas derrotas com este adversário esta temporada, ambas em Setúbal (2-0 para o campeonato e 2-1 na Taça da Liga) e acercam-se provisoriamente do pódio, ao passo que o Vitória interrompe uma série de seis jogos consecutivos sem perder no campeonato e marca passo na luta pela manutenção.

O primeiro golo surgiu aos 25 minutos, por Raúl Silva, tendo a equipa da casa ampliado a vantagem na segunda parte por Paulinho, de grande penalidade (65), e Esgaio (83), com o Vitória de Setúbal a reduzir por André Pereira aos 87.

O Sporting de Braga ganhou com naturalidade e sem pôr o 'pé no acelerador' perante um Vitória de Setúbal que parecia em crescendo e do qual se esperava muito mais.

Os bracarenses demoraram um quarto de hora a criar perigo e, já depois de um cruzamento 'venenoso' de Esgaio (16), foi Dyego Sousa a quase marcar, mas Cristiano negou o golo ao brasileiro com uma grande defesa (19).

Na resposta imediata, uma boa investida de João Teixeira pela esquerda obrigou Matheus a estar atento (20), mas o lance foi uma exceção ao domínio 'arsenalista'.

Aos 24 minutos, Dyego Sousa ficou novamente muito perto do golo: primeiro cabeceou à barra da baliza e, na recarga, novamente de cabeça, obrigou Cristiano a atirar para canto.

Mas após o canto, Raúl Silva inaugurou mesmo o marcador com uma entrada fulgurante de cabeça, fazendo o seu quinto golo no campeonato (oitavo no total), naquela que foi a terceira jornada consecutiva a marcar do central goleador (25).

Paulinho, aos 29, desperdiçou uma grande ocasião para dilatar a vantagem minhota, após bela jogada coletiva com o último passe 'açucarado' de Esgaio, rematando contra Cristiano.

A segunda parte começou com um golo anulado aos bracarenses por indicação do videoárbitro (fora de jogo de Dyego Sousa, 48), mas aos 65 minutos, de grande penalidade (falta de Patrick sobre Raúl Silva), Paulinho marcou o segundo para o Braga e 'matou' a partida.

A turma de José Couceiro foi praticamente uma nulidade ofensiva no segundo tempo e permitiu a Abel Ferreira gerir a equipa do Braga para a primeira mão dos 16 avos de final da Liga Europa, quinta-feira, em Marselha.

Esgaio ainda marcou o terceiro, aproveitando uma bola perdida no 'coração' da área após um livre (83), tendo o tento de honra dos sadinos surgido pouco depois (87), com André Pereira a antecipar-se a Matheus após cruzamento da esquerda.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.