O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, reuniu-se esta segunda-feira, 20 de abril, na Cidade do Futebol com o líder da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), José Borges, para apresentar um conjunto de 84 propostas de alteração ao Regulamento Disciplinar das competições organizadas pela FPF, na sequência de recentes episódios de violência dirigidos a equipas de arbitragem em recintos desportivos. As mudanças incluem o agravamento de sanções e enquadram-se num compromisso assumido pela FPF com a APAF há cerca de um mês, no âmbito de uma reunião de emergência entre as duas entidades.As alterações incidem sobretudo em seis áreas consideradas prioritárias: agressões e declarações ofensivas ou caluniosas dirigidas a árbitros, declarações impróprias entre dirigentes e organizações desportivas, utilização e posse de engenhos pirotécnicos, comportamentos discriminatórios de adeptos, situações de assédio moral e sexual e ainda incumprimentos relacionados com dívidas salariais.Pedro Proença destacou a rapidez do processo de revisão regulamentar e o alinhamento das propostas com práticas internacionais. “Em menos de um mês, alterámos o nosso Regulamento Disciplinar para a próxima época. Um regulamento que terá grandes alterações. São mais de 84 alterações que teremos incluídas no nosso Regulamento Disciplinar, alinhando às boas práticas internacionais e às propostas da própria APAF”, afirmou em declarações ao Canal 11 da FPF. O dirigente acrescentou ainda que o passo seguinte passa pela articulação com outras estruturas do futebol nacional: “Partilhámos com a própria Liga Portugal e as Associações Distritais e Regionais esta nossa preocupação e a tipologia das alterações que vamos fazer aos nossos regulamentos, para que sejam acompanhadas por estas entidades, respeitando o princípio de autorregulação de cada organismo”.Também José Borges manifestou satisfação com a resposta da federação e sublinhou a importância das medidas para a proteção da arbitragem. “Deixa-nos satisfeitos, a nós e à arbitragem. Eram propostas que tínhamos apresentado na Liga e na FPF. É a defesa dos nossos árbitros, do desporto em geral e ficamos muito satisfeitos pela FPF, em tão pouco tempo, ter assumido esta pasta e ter resolvido esta questão perante os argumentos que apresentámos”, afirmou igualmente ao Canal 11. O presidente da APAF expressou ainda a expectativa de que outras entidades do setor acompanhem este esforço, reforçando a proteção do futebol e dos seus agentes..Detenções em Alvalade e Luz levam FPF a pedir reunião com o Governo