A Seleção portuguesa estreia-se esta sexta-feira no Campeonato da Europa de Andebol Masculino 2026, frente à Roménia, numa prova onde há mais portugueses a atuar. Os irmãos Daniel e Roberto Martins, dupla de árbitros internacionais voltou a ser chamada a arbitrar no maior palco continental da modalidade, reforçando o peso que Portugal tem vindo a ganhar no andebol europeu.No que diz respeito à seleção nacional, Portugal chega ao evento motivado pela vitória no 50.º Torneio Internacional de Espanha, competição que serviu de preparação e que deixou sinais positivos do coletivo comandado por Paulo Fidalgo.O adversário inaugural, a Roménia, é um histórico da modalidade e promete um desafio equilibrado numa fase de grupos que, sendo apenas o primeiro teste, pode ser determinante para as ambições portuguesas de atingir a main round (segunda fase). O grupo de trabalho apresenta uma combinação sólida de atletas experientes e emergentes, sustentando o objetivo realista de competir ao nível da elite continental.“Iniciamos o Europeu 2026 com a mesma força e ambição de sempre. Queremos chegar sempre mais longe e todos trabalham para esse objetivo. Portugal está nas fases finais das grandes competições internacionais desde 2020, no que é um desempenho absolutamente histórico” disse ao DN o Presidente da Federação de Andebol de Portugal, Miguel Laranjeiro, que fez questão de “salientar o foco, o profissionalismo e a qualidade de todos os atletas e equipa técnica. Esta seleção tem vindo a assistir a uma renovação tranquila ao longo dos últimos anos e com grande sucesso no seu desempenho e tenho uma grande confiança neste grupo de trabalho. Vamos para este Europeu com a confiança de quem sabe o seu valor desportivo, mas com o respeito por outras seleções que estarão neste europeu. Todos os países olham hoje para nós com um respeito crescente, mas estamos num Europeu onde todos os países aspiram aos melhores lugares”..O europeu não será português apenas no palco das arenas: os irmãos Daniel e Roberto Martins, naturais de Pombal, são hoje considerados a dupla de árbitros portugueses mais reconhecida internacionalmente, com 24 anos de carreira e 15 investidos sob a alçada da Federação Europeia de Andebol (EHF). Depois de se terem estreado num Europeu sénior em 2024, na Alemanha — onde dirigiram quatro partidas —, voltam agora a integrar o lote de 18 duplas de arbitragem escolhidas para o EHF EURO 2026, numa lista restrita que junta os nomes de referência do panorama europeu. Uma nomeação que, embora já não seja inédita, é particularmente relevante num país cuja arbitragem tem vindo a afirmar-se com consistência nos últimos anos.Um feito que deixa orgulhoso o presidente da Federação: “É uma honra para o Andebol nacional ver a dupla de arbitragem - Daniel e Roberto Martins - participar na fase final do europeu. São uma das duplas nacionais de referência e chegam a este patamar por mérito e trabalho próprio. Desejo os maiores sucessos para o seu desempenho, esperando que cheguem o mais longe possível e assim afirmem o nome de Portugal no contexto do andebol europeu.”.O currículo internacional dos irmãos Martins não se limita às seleções: ao longo da última década somaram presenças em competições europeias de clubes e estiveram envolvidos em partidas decisivas, como a final da EHF European Cup, além de participações na Liga dos Campeões de Andebol — a prova mais exigente do calendário de clubes da modalidade. Estes desempenhos valeram-lhes o reconhecimento interno, sendo distinguidos como a melhor dupla portuguesa de arbitragem, título reforçado em múltiplas épocas.A repetida confiança da EHF na dupla portuguesa traduz-se numa leitura simples: a arbitragem de andebol em Portugal atingiu hoje um patamar que lhe permite disputar espaço entre as melhores da Europa. No ciclo recente, a Federação Europeia tem investido em critérios de avaliação mais rigorosos, com observadores técnicos presentes nas grandes competições e rankings atualizados que determinam quem avança para fases decisivas — e é precisamente aí que os irmãos Martins têm sabido manter nota elevada. Em paralelo, a crescente presença de árbitros lusos nas competições de formação e sub-20 tem criado uma base de continuidade que assegura futuro ao setor e reforça a perceção externa de que Portugal já não é apenas um país competitivo dentro de campo, mas também na vertente de arbitragem. Para o país, é mais uma forma de marcar presença num Europeu que promete intensidade competitiva e que se apresenta como uma das edições mais exigentes da última década.Portugal atingiu patamares elevados no Andebol a nível internacional e por isso Miguel Laranjeiro fez questão de lembrar que “daqui a apenas dois anos, o nosso país organiza com Espanha e Suíça, o próximo Europeu de Andebol. Será um momento de afirmação, no nosso território, do bom momento que o Andebol está a atravessar e que estou certo este europeu vai comprovar.”.Paulo Pereira, selecionador de andebol: “No Europeu vamos lutar, lutar, lutar".Portugal assegura quarta presença consecutiva na fase final do Europeu de andebol