Jogadores albaneses recebem bónus de um milhão e passaporte diplomático

Governo de Tirana premeia seleção pela vitória sobre a Roménia, a primeira num Europeu

A Albânia acabou em terceiro no Grupo A, com três pontos, depois da vitória de domingo sobre a Roménia, mas ainda não tem a garantia de conseguir a qualificação para os oitavos-de-final do Campeonato da Europa. O apuramento para o Europeu foi já por si um feito histórico para o futebol albanês, mas a vitória sobre os romenos - a primeira numa fase final de uma grande competição - fez dos jogadores praticamente heróis nacionais. E com direito a distinções por parte do próprio governo.

Mal o jogo com a Roménia terminou, o primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, fez questão de dar os parabéns aos comandados de Di Biasi, o italiano selecionador dos albaneses, destacando o que o futebol tem feito pelo país nos últimos anos. "Foi já um grande feito a qualificação da Albânia para a primeira fase final de uma competição de futebol. Mais de três milhões de pessoas festejaram na altura e agora estão novamente a fazê-lo. É uma proeza", salientou o primeiro-ministro, destacando também o papel dos adeptos. "Esta histórica fase final não seria igual sem o 12.º jogador. Os adeptos de preto e vermelho fascinaram França", referiu Edi Rama, que irá premiar os jogadores com um passaporte diplomático.

"Eles são embaixadores da Albânia sem passaportes, mas o governo irá fornecer-lhes um diplomático. Os rapazes fizeram por merecê-lo", revelou ontem o presidente da Federação Albanesa, Armand Duka.

Mas as distinções não se ficarão por aqui. Também ontem o governo albanês aprovou um prémio de um milhão de euros para distribuir pela equipa orientada por Di Biasi, só pela vitória sobre a Roménia. Diga-se que a federação da Albânia, ao contrário da grande maioria das seleções presentes neste Campeonato da Europa, não tinha previsto qualquer prémio para uma eventual vitória no final. Provavelmente por nunca terem sequer pensado em tal feito.

Mais milhão, menos milhão, a verdade é que a festa já se fez na Albânia, assim como no Kosovo, território dividido entre uma fação sérvia e outra albanesa. Aliás, Tirana e Pristina, capitais dos dois territórios, vestiram-se de preto e vermelho após a vitória sobre a Roménia. "Os albaneses estão todos orgulhosos da sua equipa, por todo o mundo", salientou o presidente federativo Armand Duka.

Herói Sadiku "defende" ídolo CR7

Se os albaneses estão em festa muito se deve a Armando Sadiku, avançado de 25 anos que marcou o golo da vitória sobre a Roménia. Atualmente no Vaduz, do Liechenstein, que disputa a I Divisão da vizinha Suíça, o futebol corre-lhe nas veias. O seu pai também foi jogador e era um admirador de Maradona, daí ter batizado o filho como Armando. Sadiku, como agora é mais conhecido, tem no entanto outro ídolo, concretamente o internacional português Cristiano Ronaldo.

"É o melhor jogador do mundo e o meu ídolo", começou por dizer o jogador após a vitória sobre a Roménia, "justificando" depois as exibições menos felizes de CR7 neste Euro 2016. "Creio que está muito cansado. Ganhou a Liga dos Campeões e fez mais de 50 jogos esta temporada, mas continua a ser o melhor do mundo", disse, revelando-se também orgulhoso pelo feito da Albânia. "Vi vídeos de Tirana, a cidade estava a "arder" de tantos festejos. Sabemos que é o dia mais fantástico da história do futebol na Albânia. Esta vitória foi para os adeptos, que têm sido fantásticos", salientou o futebolista.

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