O treinador do Benfica recusou esta terça-feira, 13 de janeiro, antes da visita ao FC Porto, dos ‘quartos’ da Taça de Portugal de futebol, mudar a sua personalidade, pois chegou ao topo “a ser José Mourinho” e sê-lo-á “até ao fim”.“Não consigo aceitar mediocridade, jogar mal e dizer que jogámos bem. Cheguei onde cheguei a ser José Mourinho e serei Mourinho até ao fim. Do ponto de vista humano, são um grupo fantástico de jogadores. Eu amo aqueles gajos, mas não consigo atirar areia para os olhos das pessoas. Sou capaz de dizer a um jogador que não jogou nada, mas também posso fazer o que já fiz com o Dahl. A maioria dos jogadores tem uma relação de grande honestidade e abertura comigo”, clarificou.Em conferência de imprensa de antevisão ao clássico com os ‘dragões’, Mourinho rebateu as críticas sobre o seu discurso após a eliminação na meia-final da Taça da Liga, com o Sporting de Braga, que permitiu, no entanto, ter tempo de trabalho.“Não queríamos ter tido estes dias para trabalhar. Queríamos ter jogado sábado, mas tivemos este período de tempo para treinar que não estávamos à espera. Eu penso que o utilizámos bem. Treinámos bem, pudemos pensar no jogo com o FC Porto em vez de estar a pensar numa final. Em termos de trabalho, foi bom”, disse.O FC Porto lidera de forma destacada a I Liga, 10 pontos acima do Benfica e a sete do Sporting, mas José Mourinho apontou que, “com base em dados, percentagens e números, é fácil analisar” o adversário, considerando o mesmo para “um leigo”.“O facto de ser um jogo a eliminar e obrigar a que haja um vencedor poderá levar a nuances diferentes de um jogo de campeonato. Neste caso, o empate não serve a nenhuma equipa, o que pode proporcionar um jogo diferente. Desde a pré-época, o FC Porto entra com o mesmo perfil de jogo e jogadores. Não me parece que seja por aí que haja alterações enquanto equipa. Mesmo um leigo basta agarrar-se aos números e é muito fácil perceber a equipa que eles são”, sublinhou o setubalense.Relativamente a possíveis mudanças na equipa, José Mourinho não confirmou se António Silva está apto para render o castigado Otamendi, com Gonçalo Oliveira à espreita da titularidade, e justificou a queda de rendimento do ucraniano Sudakov.“O contexto onde ele cresceu e viveu não é de alto nível de responsabilidade. Vem de um campeonato de um país num momento difícil e um processo de treino com muitas dificuldades. Tem pessoas que ama num cenário de guerra e não sabe qual pode ser o seu último dia. Não posso imaginar a influência num jovem jogador. Eu não o posso sacrificar por uma situação que tem atenuantes”, lembrou o técnico.Benfica e FC Porto defrontam-se às 20h45 de quarta-feira, em clássico a contar para os quartos de final da Taça de Portugal de futebol, no Estádio do Dragão, no Porto, que contará com a arbitragem de Fábio Veríssimo, da associação de Leiria. .Farioli antevê clássico tático com Benfica e pede FC Porto focado no que controla