Dois heróis nacionais feitos da mesma massa

De uma infância humilde a heróis nacionais. Ronaldo e Telma, expoentes máximos do desporto português e exemplos de resiliência

Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro e Telma Alexandra Pinto Monteiro são os dois nomes que melhor personificam o sucesso que o desporto português viveu neste verão. Ele, capitão da seleção portuguesa que alcançou um inédito título europeu no futebol; ela, medalha de bronze no judo nos Jogos Olímpicos do Rio, a estrela nacional que mais brilhou no Brasil. Duas histórias que têm muito em comum.

Quando vieram ao mundo, ambos em 1985, no seio de famílias humildes, poucos seriam os que lhes adivinhariam um futuro de sucesso. Mas havia uma qualidade a correr no sangue de ambos que acabaria por fazer a diferença: a resiliência para enfrentar as dificuldades vividas durante a infância ajudou-os a superar barreiras nas respetivas modalidades.

Os seus percursos cruzaram-se nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, os primeiros de Telma Monteiro e os únicos de Cristiano Ronaldo. Ambos deixaram a Grécia de mãos a abanar, cientes de que se tratava apenas de uma etapa no início das respetivas carreiras. Por essa altura, já o madeirense prometia dar que falar pelos relvados de Manchester, abraçando a fama e as regalias que o futebol proporciona às suas grandes estrelas.

A ascensão de Telma foi mais lenta. Começou a colecionar medalhas em europeus e mundiais, mas tardou em alcançar a tão almejada medalha olímpica. E obtê-la no Rio parecia difícil, depois da operação ao joelho a que se submeteu em fevereiro. Foi então que, uma vez mais, se inspirou na resiliência que a caracteriza para mostrar que veio "para ficar".

Tão diferentes e, ao mesmo tempo, tão parecidos. Telma e Cristiano já têm lugar guardado no Olimpo do desporto nacional.

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