Nascido na Nazaré há 33 anos, Ricardo Esgaio, atual jogador do Gil Vicente, chegou ao Sporting em 2003, ainda na idade de infantil, e foi de leão ao peito que se estreou na I Liga em 2012/13, tendo ainda representado em Portugal o Sp. Braga e a Académica, durante um curto empréstimo pelo clube de Alvalade.Experiente lateral direito, com rótulo de polivalência, soma e 243 jogos em 13 épocas no principal campeonato, sendo atualmente o jogador com mais épocas de I Liga. Depois de tentar aventurar-se no futebol turco, com a camisola do Fatih Karagümrük, regressou a Portugal para reforçar o Gil Vicente. E se jogar no domingo, frente ao Rio Ave, o bicampeão pelos leões (2023/24 e 2024/25) acrescentará mais uma época ao recorde que já é seu no atual universo de atletas inscritos para a prova. Esgaio tem mais épocas, mas menos jogos feitos do que Ricardo Horta, que se estreou em 2012/13 com a camisola do Vit. Setúbal, um dos dois emblemas que representou na I Liga. O agora capitão do Sp. Braga entra na nova época com o estatuto de jogador no ativo com mais jogos no campeonato português de entre os mais de 550 futebolistas inscritos.Ricardo Horta participou em 347 partidas, mais 18 do que o colega de equipa João Moutinho (329) e mais 27 do que Rúben Fernandes, que aos 40 anos joga no Varzim da II Liga (327). Olhando apenas para os inscritos pelos 18 clubes da I Liga, o pódio do jogadores com mais partidas fica completo com o benfiquista Rafa Silva, que iniciará a época com 310 jogos. O recordista absoluto é Manuel Fernandes (486).O Sp. Braga também é sinónimo de estabilidade governativa. António Salvador preside ao clube há 23 anos consecutivos e tem conseguido elevar o clube a um patamar que nunca conheceu antes da sua chegada à presidência dos Guerreiros. Desde que foi eleito em 2003, o Sp. Braga, que apenas tinha um troféu no Museu (a Taça de Portugal em 1966), venceu uma Taça de Portugal (2021), três Taças da Liga (2013, 2020 e 2024) e uma Taça Intertoto (2009). Falta-lhe uma Supertaça e um título de campeão, que esteve perto de conquistar em época de 2009/10, que lançou os minhotos para a mais bem sucedida campanha europeia, em 2010/11, quando chegou à final da Liga Europa e perdeu com o FC Porto.Petit: o GrandeNo banco o recordista é Petit. Fez a transição de jogador para treinador sem descansar a exemplo daquilo que era dentro de campo, um médio raçudo e incansável. Deixou de jogar em 2012/13, ao fim de 229 partidas, e assumiu logo o comando do Boavista, que orientou até 2015 (e onde voltou a estar de 2021 a 2024), acumulando um registo importante no escalão principal. O atual treinador do Santa Clara começa a época - segunda-feira, frente ao Nacional - com 302 jogos, tendo representado oito emblemas na I Liga, durante 12 épocas. Além dos açorianos e do Boavista orientou Tondela, Marítimo, Paços de Ferreira, Moreirense, B Sad e Rio Ave.Aos 49 anos, Petit é um dos seis técnicos de entre os 18 que orientam clubes do campeonato principal a ter participado como jogador e treinador, juntamente com Marco Silva (Benfica), Carlos Carvalhal (Famalicão), Van der Gaag (Marítimo), Vasco Matos (Estoril Praia) e Pepa (Estrela da Amadora).isaura.almeida@dn.pt .O domínio do eixo Lisboa-Porto-Braga no mapa da I Liga 2026/27 e Viseu como bastião do interior